terça-feira, 25 de março de 2008

Sampaio Corrrêa: 85 anos de títulos e glórias


O maior time de futebol do Maranhão completa hoje 85 anos de muitas glórias e títulos. O Sampaio é o time com maior numero de campeonatos maranhenses. O Sampaio é Bi-Campeão Brasileiro, sendo um título invicto, marca que apenas outro time do Brasil detém, o Inter de Porto Alegre. Recentemente o time conseguiu uma arrancada espetacular na Taça Cidade 2008 vencendo 4 partidas consecutivas desclassificando seu maior rival. Abaixo um pouco sobre a história do maior time de futebol do Maranhão retirado da enciclopédia livre.

O Sampaio Corrêa Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, da cidade de São Luís, no Estado do Maranhão. É o clube que possui mais títulos do Campeonato Maranhense de futebol profissional com 29 conquistas, sendo 4 conquistados de forma invicta . Seu maior rival é o Moto Club, mas também ostenta rivalidades com o Maranhão e o Imperatriz. Possui a maior torcida do Estado do Maranhão, o Sampaio tem como mascote o tubarão.

O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional: a Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central, da Argentina.


Índice
[esconder]

* 1 História
* 2 Hino
* 3 Alguns feitos
* 4 Títulos
o 4.1 Nacionais
o 4.2 Regionais
o 4.3 Estaduais
o 4.4 Outros títulos
* 5 Algumas Goleadas
* 6 Participações no cenário internacional
* 7 Participações no cenário nacional
* 8 Participações no cenário regional
* 9 Na Copa do Brasil
* 10 Craques históricos
* 11 Elenco atual
* 12 Ranking
* 13 Torcidas Organizadas
* 14 Ver também
* 15 Ligações externas

[editar] História

O nome Sampaio Corrêa surgiu em homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922, sob o comando do piloto brasileiro Pinto Martins e do americano Walter Hinton. O avião tinha sido doado - e por isso levava o nome - pelo senador carioca José Mattoso de Sampaio Corrêa, presidente do Aeroclube Brasileiro. Aliás, foram dois os aviões doados pelo senador: Sampaio Corrêa I e Sampaio Corrêa II, sendo que o primeiro pegou fogo, antes do segundo ser doado.

Os dois pilotos tentavam realizar a primeira ligação aérea entre as Américas, levantando vôo dos Estados Unidos para o Brasil. A vestimenta dos pilotos também deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois o brasileiro usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e o americano nas cores verde e branca. Ambos vestiam calça cáqui. Estas cores foram utilizadas durante muito tempo no uniforme do clube.

No dia 25 de março de 1923, na residência de Inácio Coxo, localizada em uma das ruas do bairro do Lira, que dão acesso à rua do Passeio, um grupo de jovens peladeiros, sob o comando de Vital Freitas e Natalino Cruz, resolveu criar a Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, sendo escolhido para ser o seu presidente o desportista Abrahão Andrade. Como vice, o escolhido foi Luis Vasconcelos e João Almeida e Plasco Moraes Rego, na primeira e segunda secretarias. Valdemar Zacarias de Almeida como tesoureiro, Almir Vasconcelos como Diretor de Esportes e mais Manoel Brasil como auxiliar das diretorias, foram os demais membros da primeira diretoria boliviana.


O primeiro jogo oficial e o primeiro gol

Desde sua fundação, o Sampaio passou dois anos apenas em reuniões, treinos e jogos-treinos, até seu primeiro compromisso oficial, ocorrido em 26 de abril de 1925, contra a representação do Luso Brasileiro, campeão maranhense de 1924, que vinha de uma longa invencibilidade. A partida aconteceu no campo da Rua do Passeio, com arbitragem de Antero Novais, e terminou com a vitória da Bolívia Querida por 1 x 0, com gol de Lobo, feito aos quatro minutos do primeiro tempo. A primeira equipe do Sampaio era a seguinte: Rato; Zé Novais e João Ferreira; Roi Bride, Chico Bola e Raiol; Turrubinga, Mundiquinho, Zezico, Lobo e João Macaco.


A conquista da Segundona de 1972

O Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1972 reuniu 23 times do Nordeste apenas, divididos em 4 grupos (3 de 6 e 1 de 5). O Sampaio compunha o grupo A, juntamente com: Moto Clube (MA); Tiradentes e Flamengo (PI); Fortaleza e Guarany (CE).

O Tricolor começou muito mal o campeonato: estreou no dia 10/09, no Superclássico, perdendo para o arqui-rival Moto por 1x 0; empatou em Teresina com o Flamengo, por 0 x 0 (19/09); também no Piauí, arrancou novo empate, por 1 x 1, desta vez com o Tiradentes (24/09); no dia 01/10, perdeu em casa para o Guarany por 2 x 1. Restava ainda o Fortaleza para fechar o turno, mas o retrospecto do Sampaio era desanimador: 2 empates e 2 derrotas. Nem de longe se imaginava que aquele time poderia ainda sonhar em ser campeão. O Tubarão, porém, começou a mostrar seus dentes afiados no jogo contra o Fortaleza, no Nhozinho Santos (08/10), vencendo a batalha por 1 x 0. Daí pra frente, a equipe se acertou. Empatou com o Moto em 0 x 0 (22/10); venceu duas em casa: o Flamengo por 5 x 0 (29/10), e o Tiradentes, por 2 x 0 (05/11); fora de casa, também venceu o Guarany, em Sobral, por 1 x 0 (08/11), e o Fortaleza também por 1 x 0 (18/11), arrancando, dessa forma a sua classificação nas últimas, juntamente com a equipe do Tiradentes.

Classificado, o Tubarão passou ao grupo é, que também tinha o Tiradentes (PI), o Itabaiana (SE) e o Atlético (BA). O Sampaio estreou nessa fase no dia 26/11 em Alagoinhas, contra o Atlético, que na primeira fase vencera 9 dos 10 jogos disputados e empatara 1, estando, portanto, invicto na competição. Pois o Sampaio foi lá e venceu a partida por 2 x 1. Depois teve dois empates em 0 x 0, com o Itabaiana fora (29/11) e o Tiradentes em casa (03/12). Na volta, nas duas partidas em casa, o Sampaio bateu o Atlético por 2 x 0 (06/12) e o Itabaiana por 1 x 0 (10/12), e perdeu o último jogo, fora, para o Tiradentes por 2 x 1 (13/12), terminando empatado em todos os aspectos com o Tiradentes, vencendo-o apenas nos critérios de desempate (maior número de vitórias – no geral).

Desta forma, o Sampaio Corrêa classificou-se para a grande final, disputada em um jogo apenas, contra o Campinense – PB, melhor time da competição. A partida ocorreu no dia */12 em São Luís, numa verdadeira batalha campal, terminando em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. O Sampaio venceu na cobrança de pênaltis por 5 x 4, levantando o troféu de campeão. Encerrou sua participação com 17 jogos, 8 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 19 gols pró, 8 gols contra, 11 gols de saldo e o artilheiro da competição: Pelezinho, com 8 gols.

Time básico do Sampaio Campeão da Série B de 1972: ***


A campanha do Campeonato INVICTO da Série C de 1997

A Campanha do Sampaio Corrêa da Terceirona de 1997 foi sensacional. O Tricolor de São Pantaleão foi simplesmente fabuloso. A seguir, todos os jogos da Bolívia Querida em sua notável conquista INVICTA:

1.ª Fase (Grupo 2) - O Sampaio estreou fora de casa contra o Santa Rosa/PA, conseguindo um difícil empate em 0 x 0 (31/08). Em São Luís, ganhou do River/PI por 1 x 0 (04/09) e fora, também por 1 x 0, venceu o 4 de Julho/PI (07/09), e em Teresina, novamente venceu o River, agora por 2 x 1 (10/09). Nos dois últimos jogos da primeira fase, em casa, o Tricolor bateu o 4 de Julho por 4 x 2 (13/09) e o Santa Rosa por 4 x 0 (21/09), terminando a 1.ª fase em primeiro lugar.

2.ª Fase - Nesta fase, de mata-mata, o adversário do Sampaio foi o Quixadá/CE. O Sampaio, em casa, tropeçou no primeiro jogo, apenas empatando com o visitante por 1 x 1 (28/09). A superação boliviana veio no difícil confronto no Ceará, quando o Sampaio venceu pelo magro placar de 1 x 0 (05/10). A invencibilidade era mantida e a classificação estava assegurada.

3.ª Fase - O adversário deste mata-mata era o já conhecido Santa Rosa, do Pará. No jogo de ida, a Bolívia conseguiu o empate em 0 x 0 (12/10), arrancando a classificação, suada, em São Luís, vencendo por 3 x 2 (19/10).

4.ª Fase - Foi assim que o Sampaio conseguiu vaga para jogar contra o Ferroviário, do Ceará. No primeiro jogo, em Fortaleza, deu Sampaio por 1 x 0 (26/10). No segundo, em São Luís, novamente o Sampaio venceu, agora por 4 x 0 (02/11).

5.ª Fase - Nesta fase, a final, quatro times se enfrentariam num quadrangular. Quem fizesse mais pontos nos seis jogos que cada um tinha de jogar seria o campeão. Os clubes envolvidos nessa fase eram: Sampaio Corrêa/MA; Tupi/MG; Francana/SP e Juventus/SP. Eis os resultados de todos os jogos desta fase: Francana/SP 1 x 1 Sampaio Corrêa (09/11); Tupi/MG 2 x 1 Juventus/SP (09/11); Sampaio Corrêa 3 x 0 Tupi (12/11); Juventus 2 x 1 Francana (12/11); Francana 1 x 2 Tupi (16/11); Sampaio Corrêa 1 x 1 Juventus (16/11); Juventus 2 x 2 Sampaio Corrêa (22/11); Tupi 0 x 1 Francana (23/11); Tupi 0 x 1 Sampaio Corrêa (26/11); Francana 1 x 0 Juventus (26/11); Juventus 3 x 1 Tupi (30/11); Sampaio Corrêa 3 x 1 Francana (30/11).

No último jogo, num Castelão com mais de 70 mil pessoas, o SAMPAIO marcou com Marcelo Baron, Jó e Cal, erguendo o troféu, triunfando por 3 x 1, sagrando-se CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO DA SÉRIE C – 1997

CAMPANHA - Jogos: 18 - Vitórias: 12; Empates: 6; Derrotas: 0; Gols pró: 31; Gols contra: 11; Saldo de gols: 20.

Artilheiro: Marcelo Baron (Sampaio Corrêa): 9 gols.

Equipe básica do Sampaio: Geraldo, Erly, Ney, Gelásio e Lélis; Luís Almeida, Renato Carioca, Ricardo (Edmilson) e Adãozinho; Jó (Cal) e Marcelo Baron. Técnico: Pinho


[editar] Hino

O célebre hino do Sampaio foi composto por Agostinho Reis (1920-1966), e sua gravação original foi interpretada pelo cantor Alcides Geraldi, sob o acompanhamento da Banda da Polícia.

Ouvir hino: [[1]]


[editar] Alguns feitos

* Um de seus atletas, MASCOTE, bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida. Aconteceu em 20 de setembro de 1934,quando o Tricolor venceu a representação do Santos Dumont por 20 x 0, e Mascote fez 13 gols, decretanto, infelizmente, a extinção do time "Aviador". Esse recorde nunca foi sequer igualado. Os atletas que passaram mais perto foram: Caio Mário (CSA 22 x 0 Maceió, pelo Alagoano de 1944) e Dadá Maravilha (Sport 14 x 0 Santo Amaro, pelo Pernambucano de 1976), com 10 gols cada. O alarde criado por Dadá Maravilha, em 1976, em torno de sua floclórica pessoa, ajudou a criar o mito de que teria sido o maior artilheiro numa única partida, fato que pode ser desmentido facilmente recorrendo-se a jornais da época do fabuloso feito de MASCOTE.


* No Brasil, apenas 14 equipes conseguiram conquistar o Campeonato Brasileiro em mais de uma divisão: Atlético-MG, Atlético-PR, Bragantino, Brasiliense, Coritiba, Criciúma, Fluminense, Grêmio, Guarani, Palmeiras, SAMPAIO CORRÊA, Sport, Tuna Luso e União São João. Ou seja, um dos três únicos do Norte-Nordeste.


* Em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, apenas dois clubes conseguiram ser campeões de forma INVICTA: o Internacional, na série A de 1979, com 23 jogos, 16 vitórias e 7 empates, e aproveitamento de 85 % (a vitória valia 2 pontos); e o SAMPAIO CORRÊA, na série C de 1997, com 18 jogos, 12 vitórias e 6 empates, e aproveitamento de 78 %.


* O Sampaio conquistou o estadual de forma invicta em: 1933, 1940, 1942, 1953.


* O Sampaio poderia ter conquistado o título estadual de 1927, que ficou com o Luso. O tricolor bateu o Luso, na final, no dia 18.03.1928, por 4 x 1, mas como tinha jogado com dois atletas irregulares (Clarindo e Lobo), que estavam suspensos, foi julgado pela Comissão Técnica da AMEA e punido com a perda dos pontos e conseqüentemente do título.


* Entre 1988 e 1989, o Sampaio ficou 46 jogos sem perder, até que foi derrotado pelo arqui-rival Moto Club, no dia 16 de julho de 1989, pelo escore de 1 x 0. Lembrando que o recorde brasileiro pertence aos clubes cariocas Botafogo (1977-1978) e Flamengo (1978-1979), ambos com a incrível marca de 52 jogos de invencibilidade.


* O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional, no caso, da Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central - ARG.


* No jogo da semi-final da Copa Conmebol de 1998, entre Sampaio X Santos, foi quebrado o recorde de público do Estádio Castelão no dia 24.09.1998. O total de público divulgado foi de 97.720 torcedores. O detalhe interessante é que esse recorde superou o antigo, que durava apenas pouco mais de 24 horas: no dia anterior, a Seleção Brasileira, comandada por Vanderley Luxemburgo, empatou com a Iugoslávia em 1 x 1 (gol brasileiro: Marcelinho Carioca), com o público de 91.666.


* O Sampaio é o maior vencedor do Campeonato Maranhense: 29 vezes, contra 23 do Moto Club (há controvérsias).


* O Sampaio teve dois atletas como artilheiros em torneios nacionais: Pelezinho, no Brasileiro Série B de 1972 (8 gols), e Marcelo Baron, no Brasileiro Série C de 1997 (9 gols).


* O Sampaio detém o maior número de artilheiros do Campeonato Maranhense: 29 artilheiros, contra 25 do Moto Club. Destaque para: Mundiquinho (1927, 1930, 1933), Mascote (1934, 1935, 1938) e Cabecinha (1976, 1979 e 1980).


* O Sampaio foi declarado de Utilidade Pública Estadual, pela Lei Estadual n.° 100/48, de 03.05.1948; e de Utilidade Pública Municipal, pela Lei Municipal n.° 456/54, de 09.12.1954.

[editar] Títulos

[editar] Nacionais

* Campeonato Brasileiro Série B: 1972.
* Campeonato Brasileiro Série C: 1997.

[editar] Regionais

* Copa Norte: 1998.
* Vice-Campeonato Copa Norte: 1999.
* Torneio Pará-Maranhão: 1973.

[editar] Estaduais

* Campeonato Maranhense: 29 vezes (1930, 1933, 1934, 1940, 1942, 1953, 1954, 1956, 1961, 1962, 1964, 1965, 1972, 1975, 1976, 1978, 1980, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1990, 1991, 1992, 1997, 1998, 2002, 2003).
* Taça Cidade de São Luís: 1973, 1976, 2007.

[editar] Outros títulos

* Torneio Municipal: 1947, 1952, 1954, 1955, 1956, 1957.
* Torneio Início: 1925, 1932, 1933, 1935, 1938, 1942, 1949.
* Torneio Centenário de Teresina: 1952.
* Torneio da Vitória: 1971.
* Torneio Eng.° Lourenço Vieira da Silva: 1972.
* Torneio Zoroastro Maranhão: 1972.
* Taça João Havelange: 1972.
* Torneio do Dia do Trabalhador: 1982.

[editar] Algumas Goleadas

* Sampaio 20 x 0 Santos Dumont/MA (20/09/1934)
* Sampaio 15 x 0 União/MA (15/10/1933)
* Sampaio 14 x 1 Maranhão AC/MA (11/04/1948)
* Sampaio 13 x 1 São José/MA (25/08/1983)
* Sampaio 13 x 2 Fabril-Codó/MA (29/08/1935)
* Sampaio 12 x 2 FAC/MA (13/07/1940)
* Sampaio 11 x 0 São Cristóvão/MA (06/07/1941)
* Sampaio 10 x 0 Itararé/MA (22/07/1934)
* Sampaio 10 x 0 Montevidéu/MA (22/12/1935)
* Sampaio 10 x 0 Sel. São Bento/MA (12/05/1940)
* Sampaio 10 x 0 São José/MA (03/11/1983)
* Sampaio 10 x 0 São Raimundo/RR (11/03/1998) (Copa Norte)
* Sampaio 10 x 1 Canto do Rio/MA (26/08/1947)
* Sampaio 10 x 1 Maranhão AC/MA (01/01/1948)
* Sampaio 10 x 3 Tuna Luso/PA (22/04/1947)
* Sampaio 9 x 0 Dublin/MA (1926)
* Sampaio 9 x 0 Montevidéu/MA (23/12/1934)
* Sampaio 9 x 0 Gonçalves Dias/MA (30/11/1950)
* Sampaio 9 x 1 Sel. São Bento/MA (07/06/1956)
* Sampaio 9 x 1 Bacabal/MA (06/02/2001)
* Sampaio 8 x 0 Comercial/MA (192?)
* Sampaio 8 x 0 Combinado Sírio-Cruzeiro/MA (09/10/1932)
* Sampaio 8 x 0 Montevidéu/MA (15/09/1935)
* Sampaio 8 x 0 Sel. Rosário/MA (14/03/1948)
* Sampaio 8 x 0 São Cristóvão/MA (29/01/1939)
* Sampaio 8 x 1 Íris do Centro/MA (28/02/1937)
* Sampaio 8 x 1 Tupan/MA (09/10/1948)
* Sampaio 8 x 1 Automóvel/PI (12/11/1950)
* Sampaio 8 x 2 Gurupi/MA (192?)
* Sampaio 8 x 2 São Cristóvão/MA (29/11/1940)
* Sampaio 8 x 2 River/PI (13/12/1953)
* Sampaio 7 x 0 Diamante/MA (192?)
* Sampaio 7 x 0 Bangu/MA (05/06/1927)
* Sampaio 7 x 0 Nazaré/MA (1928)
* Sampaio 7 x 0 Sírio/MA (1929)
* Sampaio 7 x 0 Operário/MA (19/06/1932)
* Sampaio 7 x 0 Sírio/MA (30/07/1933)
* Sampaio 7 x 0 Montevidéu/MA (31/03/1935)
* Sampaio 7 x 0 Tupan/MA (07/01/1948)
* Sampaio 7 x 0 Boa Vontade/MA (24/06/1998)
* Sampaio 7 x 0 Boa Vontade/MA (22/06/2000)
* Sampaio 7 x 1 Nacional/MA (13/02/1947)
* Sampaio 7 x 1 Anilense/MA (1930)
* Sampaio 7 x 1 EC Nacional/MA (13/02/1947)
* Sampaio 7 x 1 Caxiense/MA (17/11/1996)
* Sampaio 7 x 2 Moto Clube/MA (14/07/1940)
* Sampaio 7 x 2 FAC/MA (22/09/1940)

[editar] Participações no cenário internacional

* Copa Conmebol:

Disputou a competição 1 vez: 1998 (3.°).


[editar] Participações no cenário nacional

* Campeonato Brasileiro Série A:

Disputou a competição 8 vezes: 1974 (36.°), 1976 (44.°), 1977 (42.°), 1978 (63.°), 1979 (81.°), 1981 (41.°), 1985 (42.°) e 1986 (41.°).

* Campeonato Brasileiro Série B:

Disputou a competição em: 1971 (10.°), 1972 (1.°), 1980 (12.°), 1982 (27.°), 1989 (85.°), 1991 (9.°), 1998 (17.°), 1999 (16.°), 2000 - Módulo Amarelo (12.°), 2000Copa João Havelange (40.°), 2001 (20.°) e 2002 (23.°). Campeão em 1972.

* Campeonato Brasileiro Série C:

Disputou a competição em: 1987 Copa União / Módulo Branco (14.°), 1992 (22.°), 1995 (49.°), 1996 (7.°), 1997 (1.°), 2003 (54.°), 2004 (12.°) e 2007 (26.°). Campeão em 1997.

* Copa do Brasil:

Disputou a competição 13 vezes: 1989 (17.°), 1991 (28.°), 1992 (28.°), 1993 (27.°), 1998 (29.°),1999 (53.°), 2000 (40.°), 2001 (54.°), 2002 (39.°), 2003 (58.°), 2004 (20.°), 2005 (54.°) e 2007 (54.°).

* Taça Brasil:

Disputou a competição 4 vezes: 1962 (14.°), 1963(16.°), 1965 (13.°) e 1966 (18.°).


[editar] Participações no cenário regional

* Copa Norte:

Disputou a competição 3 vezes: 1998 (1.°), 1999 (2.°) e 2002 (12.°).

* Copa Norte-Nordeste:

Disputou a competição 2 vezes: 1969 (19.°) e 1970 (13.°).

[editar] Na Copa do Brasil

Até hoje, as campanhas do Sampaio Corrêa na Copa do Brasil não foram nada animadoras. Mas exemplos como das conquistas do Criciúma (1991), Juventude (1999), Santo André (2004) e Paulista (2005), e dos vice-campeonatos do Sport (1989), do Goiás (1990), do Ceará (1995), do Brasiliense (2002) e do Figueirense (2007), mostram que é possível chegar longe na competição. A seguir, as campanhas do Tricolor de São Pantaleão no certame:

* 1989 - Sampaio Corrêa 3 x 2 Corinthians/SP (19/07); Corinthians 1 x 0 Sampaio Corrêa (23/07). Status: eliminado na 1.ª Fase pelo critério de gols fora de casa. Colocação geral: 17.° lugar.

* 1991 - Sampaio Corrêa 1 x 2 Botafogo/RJ (21/02); Botafogo 3 x 1 Sampaio Corrêa (28/02). Status: eliminado na 1.ª Fase. Colocação geral: 28.° lugar.

* 1992 - Sampaio Corrêa 0 x 1 Palmeiras/SP (14/07); Palmeiras 4 x 0 Sampaio Corrêa (21/07). Status: eliminado na 1.ª Fase. Colocação geral: 28.° lugar.

* 1993 - Sampaio Corrêa 0 x 3 Vasco da Gama/RJ (09/03); Vasco da Gama 2 x 1 Sampaio Corrêa (19/03). Status: eliminado na 1.ª Fase. Colocação geral: 27.° lugar.

* 1998 - Sampaio Corrêa 0 x 0 São Paulo/SP (20/01); São Paulo 4 x 0 Sampaio Corrêa (06/02). Status: eliminado na 1.ª Fase . Colocação geral: 29.° lugar.

* 1999 - Sampaio Corrêa 1 x 3 Atlético/PR (03/03). Status: eliminado no primeiro jogo da 1.ª Fase pelo critério de gols fora de casa. Colocação geral: 53.° lugar.

* 2000 - Sampaio Corrêa 0 x 0 Ceará/CE (22/03); Ceará 1 x 1 Sampaio Corrêa (30/03). Status: pela primeira vez, o time passa da 1.ª Fase, pelo critério de gol marcado fora de casa; na 2.ª Fase, entretanto, é eliminado: América/RN 2 x 1 Sampaio Corrêa (12/04); Sampaio Corrêa 2 x 2 América/RN (27/04). Colocação geral: 40.° lugar.

* 2001 - Sampaio Corrêa 0 x 2 Fortaleza/CE (15/03). Status: eliminado no primeiro jogo da 1.ª Fase pelo critério de gols fora de casa. Colocação geral: 53.° lugar.

* 2002 - Sampaio Corrêa 2 x 1 Fluminense/RJ (06/02); Fluminense 5 x 1 Sampaio Corrêa (20/02). Status: eliminado na 1.ª Fase, pelo saldo de gols. Colocação geral: 39.° lugar.

* 2003 - Sampaio Corrêa 1 x 4 São Caetano/SP (05/02). Status: eliminado na 1.ª Fase, pelo critério de gols fora de casa. Colocação geral: 58.° lugar.

* 2004 - Ypiranga/AP 0 x 0 Sampaio Corrêa (18/02); Sampaio Corrêa 4 x 0 Ypiranga (03/03). Vai pela segunda vez à 2.ª Fase: Sampaio Corrêa 1 x 0 Vitória/BA (17/03); Vitória 3 x 1 Sampaio Corrêa (24/03). Status: eliminado pelo critério de saldo de gols. Colocação geral: 20.° lugar.

* 2005 - Sampaio Corrêa 1 x 1 Corinthians/SP (02/02); Corinthians 3 x 0 Sampaio Corrêa (16/02). Status: eliminado na 1.ª Fase. Colocação geral: 54.° lugar.

* 2007 - Sampaio Corrêa 1 x 3 Fortaleza/CE (14/02). Status: eliminado na 1.ª Fase pelo critério de gols fora de casa. Colocação geral: 54.° lugar.

Fica ao torcedor boliviano a esperança de que dias melhores virão, como digno é o Sampaio Corrêa da grande tradição que carrega em sua longa história.

[editar] Craques históricos

Acir (A)

Adãozinho (M)

André Lima (A)

Bacabal (A)

Batistão (A)

Bimbinha (A)

Bodinho (M)

Cabecinha (A)

Cal (A)

Carlos Alberto

Célio Rodrigues

Chamorra (G)

Chico

Chico Bola (V)

Chiquinho (LE)

Dadá (G)

Decadela (M)

Djalma Campos

Dudu (Z)

Edézio (M)

Edmilson (A)

Edmilson (M)

Erly (LD)

Esquerdinha (M)

Fernando Carlos

Fuzuê (A)

Gelásio (Z)

Geraldo (G)

Henrique Santos (Z)

Ivanildo (Z)

Jairo Lenzi (A)

Jarbas

Jó (A)

João Macaco(A)

Joãozinho Néri (A)

Juca Baleia (G)

Lélis (LE)

Lobo (A)

Lourival

Luís Almeida (V)

Luís Carlos (LD)

Macaco (Z)

Maçariquinho (A)

Manga

Marcelo Baron (A)

Marcial (G)

Marco Antônio (A)

Mascote (M)

Meinha (M)

Miran (A)

Moreira (G)

Mundiquinho (A)

Ney (Z)

Orlando (V)

Paraíba (A)

Paulo Figueiredo

Paulo Lifort (LE)

Pelezinho (A)

Raiol (A)

Raimundinho (M)

Renato Carioca (M)

Ribeiro (LD)

Ricardo (M)

Rinaldi (M)

Rogerinho (A)

Rosclin (Z)

Sabará

Serra Pano de Barco (M)

Terrível (Z)

Tonho (G)

Toninho (Z)

Valdinho

Zé Carlos (V)

Zé Novais (Z)

[editar] Elenco atual
Goleiros
Júnior Ferreira
Júnior
Wanderson
Defensores
LD Wender
LD Evandro
LE Kena
LE Marcelo Paixão
Z Diego
Z Márcio Pereira
Z Mimica
Z Robinho
Z Wallaxe
Meio-campistas
V Pablo
V Tica
V Ferdinand
V Alexandre
V Wellington
M Paulo César
M Juninho
M Walbson
M Cleo
M Leandro Marangon
Atacantes
Jurandir
Ari
Zé Maria
Finta
Keven
Treinador
Celso Teixeira


[editar] Ranking

CBF:

* Brasil: 63.º
* Nordeste: 16.º
* Maranhão: 2.º
* Pontuação: 254 pontos

Ranking nacional criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil em competições nacionais.


Comentários.com.br:

* Brasil: 28.º
* Nordeste: 9.º
* Maranhão: 1.º
* Pontuação: 88 pontos

Ranking nacional criado pelo sítio Comentários.com.br que pontua todos os times do Brasil por seus títulos. Ver http://www.comentarios.com.br/times/sampaiocorrea.htm


Oosterpark Ranking:

* Mundo: 171.º
* América do Sul: 53.°
* Brasil: 29.°
* Nordeste: 11.º
* Maranhão: 1.º
* Pontuação: 527 pontos

Ranking mundial que acompanha a atuação de clubes no mundo inteiro (1872-2008). Ver http://www.zelenazvezda.com/rankings/1145_ams.htm


[editar] Torcidas Organizadas

* Tubarões da Fiel
* Mancha Tricolor
* Democracia Tricolor
* Coração Tricolor
* Sampaixão
* Sangue Tricolor

[editar] Ver também

* Clubes Brasileiros de Futebol
* Sampaio Corrêa Futebol Esporte Clube

[editar] Ligações externas

* Página oficial do Sampaio Corrêa
* Lista dos principais Clubes de futebol do Maranhão

quinta-feira, 20 de março de 2008

Entrevista com o Pré-Candidato à prefeitura de São Luís pelo PT, Bira do Pindaré


BIRA - PREFEITO DE SÃO LUÍS
Por Franklin Douglas
Editor do Blog do Treze

Bira do Pindaré tem 38 anos. Iniciou sua militância no PT no movimento estudantil, em 1988. Com formação em Direito e mestre em Políticas Públicas, Bira já foi candidato a vereador e a senador pelo PT. No partido, já foi vice-presidente do DM de São Luís e é atualmente vice-presidente do Diretório Estadual. Bem-humorado, espera que esse negócio de vice fique só no partido... Abaixo, a entrevista com o único (até agora!) pré-candidato a prefeito pelo PT na capital maranhense.

Blog do Treze - por que ser candidato a prefeito de São Luís?
Bira do Pindaré - Sinto-me na obrigação de me colocar à disposição do Partido para esse desafio. Fui candidato a senador nas últimas eleições, obtive um resultado excelente, com mais meio milhão de votos no Maranhão, tendo sido inclusive o mais votado na capital. Foram mais de 170 mil pessoas que no dia da eleição deixaram suas casas e decidiram, espontaneamente, votar em mim.
Seria muito comodismo da minha parte, nesse momento, ignorar o partido no qual milito há 20 anos, virar as costas para esse povo que me escolheu e resolver me apresentar como candidato a vereador, por exemplo. Sei que seria uma eleição praticamente certa, mas ajudaria muito pouco a construir um projeto maior de mudanças para São Luís e para o Maranhão. Ademais, embora seja filho do interior, com muito orgulho, mas esta é a cidade que me acolheu, do mesmo modo que acolheu milhares de outros maranhenses que deixaram seus municípios por falta de oportunidade. Foi aqui que eu descobri a dor e a delícia de se viver no Maranhão. Foi aqui que constitui família. Foi aqui que me casei e tive duas filhas. Foi aqui que aprendi a sonhar e lutar. Aqui é o meu lugar.

Blog do Treze - que propostas você apresenta para a cidade?
Bira do Pindaré - São Luís precisa ser renovada. A começar pelas práticas de gestão. Defendo radicalmente três princípios básicos que nortearam aquilo que conhecemos como modo petista de governar, à luz das primeiras experiência do PT no executivo, quais sejam: transparência administrativa, participação popular e inversão de prioridades.
Defendo a constituição de um projeto alusivo aos 400 anos de história pós colonial, seria o projeto “Nova São Luís, outros 400”. Penso que podemos implementar um amplo processo de mobilização da sociedade civil organizada, incluindo sindicatos, igrejas, associações, empresários, para discutir e definir metas estratégicas.
Não dá mais pra se viver num faz de conta. É preciso e é possível darmos um salto de qualidade. Basta ver as conquistas obtidas em cidades do porte de São Luís para percebermos que há muito por fazer por aqui, seja na saúde, educação, limpeza urbana, paisagismo, transporte, comunicação, meio ambiente, geração de trabalho e renda etc.

Blog do Treze - que política de aliança buscará construir para a candidatura?
Bira do Pindaré - Nossa prioridade deve ser o chamado campo democrático e popular. Não obstante, devemos está abertos a todas as conversas que não comprometam a nossa coerência e a nossa autonomia política.

Blog do Treze - qual perfil você imagina para seu vice?
Bira do Pindaré - Acho que a candidatura de vice deve servir para ampliar a base de apoio da chapa majoritária. Portanto, espero que essa indicação sirva para atrair outras agremiações partidárias que venham fortalecer o projeto. Quanto a perfil, imagino uma pessoa de postura ética e comprometida com as lutas do povo.

Blog do Treze - conseguirás unificar o dividido PT de São Luís? Qual sua estratégia para isso?
Bira do Pindaré - Acredito que sim. Nunca tive dificuldade de dialogar e construir projetos coletivos. Sei que as relações no PT maranhense são bastante complexas, mas sou otimista. Primeiro que o PED já encerrou, agora temos que armar o partido para ganhar as eleições. Segundo, espero não ser obstáculo para o projeto de nenhuma liderança importante do PT. Terceiro, creio que não é interessante ser candidato de uma única tendência ou campo político e sim de um conjunto de forças, de dentro e de fora do PT, capaz de viabilizar um projeto de mudança pra São Luís.
Estou inteiramente aberto aos entendimentos e vou procurar todos os setores do partido.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Google diz que negócio Microsoft-Yahoo! põe em risco a abertura da internet


da Folha Online
da Reuters, em Pequim

O executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, disse nesta segunda-feira (17) ter dúvidas de que a Microsoft vá respeitar a "abertura da internet", caso consiga comprar o Yahoo!. Ele disse estar preocupado com manutenção do livre fluxo de dados na rede.

"Nós deveríamos esperar que qualquer coisa que eles [a Microsoft] fizessem estaria de acordo com a abertura da internet, mas eu duvido disso", afirmou Schmidt, durante conversa com jornalistas na China. Ele citou como exemplo a "história da Microsoft" e "as coisas que eles têm feito e que são tão difíceis para todo mundo", mas não deu maiores detalhes.

No fim de fevereiro, a CE (Comissão Européia, órgão executivo da União Européia), multou a Microsoft em 899 milhões de euros (cerca de R$ 2,4 bilhões) por não cumprir as obrigações determinadas em 2004 para corrigir violações às regras de concorrência.

A comissão afirma que a empresa norte-americana cobrou preços excessivos a seus concorrentes para ceder informações essenciais sobre seus softwares, a fim de que outras empresas fabricassem produtos compatíveis.

"Influência ilegal"

Principal alvo da Microsoft com a possível compra do Yahoo!, o Google já havia afirmado que o negócio suscita questões "perturbadoras". Em um post publicado em fevereiro em seu blog corporativo, a empresa questiona se a Microsoft pode "estender para a internet o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada que mantém sobre os PCs".

Na mensagem, assinada por David Drummond, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico do Google, a companhia afirma que o negócio é "mais que uma simples transação financeira, uma empresa comprando a outra".

"Enquanto a internet premia inovação competitiva, a Microsoft procurou estabelecer monopólios --e então usar sua dominação para novos mercados adjacentes", afirma o executivo.

Batalha

No dia 7 de março, o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, prometeu que sua empresa ganhará mercado diante do Google na publicidade on-line e nas buscas da web, mesmo que isso seja a última coisa que ele faça no comando do grupo. A compra do Yahoo! seria uma forma de alavancar o processo.

"No mercado on-line é só Google, Google, Google, mas estamos no jogo. Somos aquele cara pequeno mas persistente que ganha vindo de trás", afirmou Ballmer.

As negociações entre o Yahoo! e a Microsoft já se arrastam desde o início de fevereiro. A empresa de Bill Gates fez uma oferta equivalente a US$ 44,6 bilhões, que foi rejeitada pelo conselho de diretores do Yahoo!. Agora, a Microsoft deve fazer sua proposta diretamente aos acionistas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Cuba sem Fidel

Emir Sader



A eleição de Raul Castro como chefe de governo e de José Ramon Machado Ventura como segundo obedece aos critérios que teve sempre Fidel Castro ao longo das mais de cinco décadas desde o início do processo insurrecional cubano. Representa confiança na velha guarda, naqueles que desde o primeiro momento acreditaram no processo revolucionário e se comprometeram com ele. São os casos do próprio Raul Castro e de Ramon Ventura. Os dois tem poucos menos que Fidel, pertencem à primeira geração dos revolucionários cubanos.

Dos outros nomes mencionados, apenas Ricardo Alarcon pertence à geração imediatamente posterior. Era presidente da União Nacional de Estudantes de Cuba, a Une, no momento da vitória da revolução. Os outros – Carlos Lage, Felipe Roque – com diferenças de idade, pertencem politicamente à geração formada diretamente por Fidel ao longo das últimas décadas, pertencendo à geração que já nasceu depois do triunfo da revolução.

Cuba tem uma nova direção política, sem Fidel. A direção que o sucede está composta por aqueles mesmos que compartilhavam com ele essa direção – tanto os que estiveram com ele desde o início do processo revolucionário, quanto aqueles que ele mesmo formou.

A renúncia de Fidel a seguir na direção política de Cuba fecha um ciclo na revolução, mas precisa ser localizada na evolução interna desse país, para que nos demos conta exata do seu significado e das suas possíveis conseqüências. Fidel é a revolução, para todos os cubanos. Foi sempre o dirigente máximo e, ao mesmo tempo, o maior crítico dos problemas e dos erros da revolução, incluindo os seus próprios.

Foi o dirigente máximo, porque foi quem melhor sintetizou as necessidades de direção do processo revolucionário. Foi – como Lênin – grande dirigente de massas, grande dirigente de partido e grande estadista. Só mesmo quem não conhece as condições concretas de luta pode questionar o fato de Fidel ter se mantido à cabeça do processo revolucionário e de Cuba ter mantido um Estado forte. Este se fez sempre necessário pela agressividade do maior império da história da humanidade – os EUA -, a 140 quilômetros de distância, sem nunca ter conseguido derrotar a revolução cubana, nem ter sucesso nos inúmeros atentados contra Fidel.

Nenhum outro dirigente apresentou condições de direção política que pudesse substituir a Fidel. A revolução não se poderia dar o luxo de substituí-lo. Ele dirigiu a revolução e continua a ser a referência ideológica central. Cuba contou com ele no período mais difícil da revolução - o chamado “período especial”, particularmente os anos entre 1989-1994.

Quando a sociedade cubana se tornava mais madura, mais complexa, se diversificavam as demandas, em especial das novas gerações, Cuba teve que enfrentar uma situação de retrocesso, restringindo a possibilidade de satisfazê-las.

As condições de superação do “período especial” estão dadas, seja pela adaptação da economia cubana às novas condições internacionais, seja pelos acordos com a Venezuela e a China e pela descoberta de petróleo em Cuba. Com ou sem Fidel, com ou sem um eventual presidente democrata nos EUA, Cuba ia ter que promover readequações – de caráter econômico e político, principalmente.

Raúl Castro representa a continuidade mais direta com Fidel, tem revelado no seu comportamento uma disposição de abertura ao debate e, ao mesmo tempo, a consciência de não ter o protagonismo de seu irmão, buscando abrir espaço para as novas gerações. Cuba viveria uma situação nova nestes anos. Agora não conta com Fidel como dirigente político e, principalmente, como líder de massas, fazendo com que seus discursos fossem as expressões determinantes no diálogo com o povo cubano.

A transição institucional está realizada, concluída, com a eleição da nova direção do Estado cubano. Fidel continua na direção do Partido, mas já manifestou que limitará sua atuação aos artigos, mesmo se Raul afirmou que vai consultar sempre o irmão, reafirmando o lugar de referência ideológica do regime cubano.

É com essa equipe que Cuba completará os 50 anos da revolução e enfrentará uma nova fase da sua história.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Juventude da ilha entrega reinvindicação à Secretaria Nacional de Juventude


A Juventude da Grande São Luís, representada pela Comissão de Emenda, constituída na Conferência Regional de Políticas Públicas para Juventudes, realizada no último sábado (24/02) em Paço do Lumiar, entregou às mãos do Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, Danilo Moreira um requerimento solicitando uma emenda ao regimento da Conferência Estadual de Políticas Públicas para Juventudes, a ser realizado em Março. A reinvindicação da plenária na conferência Regional refere-se à tiragem de delegados da etapa estadual para a nacional proporcionalmente por segmentos.
A entrega se deu na abertura do curso de capacitação para gestores públicos realizado no Teatro João do Vale, Praia Grande. Na oportunidade o Secretário Adjunto elogiou a iniciativa dos Jovens e afirmou estar à disposição para ouvir as reivindicações das Juventudes de São Luís. Na oportunidade a juventude aproveitou para intervir e manifestar sua posição contrária à fusão das Secretarias de Juventude e Esporte. Lançando o movimento “Não, à fusão!!!!!”
Na foto, Bruno Rogens e Ana Paula, representantes da Comissão de Emenda e o Secretário Adjunto Danilo Moreira.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Movimento Passe Livre Maranhão desautoriza vereador Abdon Murad


O Movimento Passe Livre do Maranhão desautorizou publicamente o vereador Abdon Murad do PMDB em relação ao requerimento de sua autoria exigindo que a Prefeitura e o Governo do Estado garantam a gratuidade do transporte para estudantes. Em nota o MPL-MA classifica a atitude do vereador de autoritária e unilateral. O Movimento está organizando uma Conferência Livre sobre o Passe Livre para o próximo dia 06 de Março. Abaixo a íntegra da Nota:

"O Movimento Passe Livre do Maranhão vem a público esclarecer que:


Desautoriza veementemente o Vereador Abdon Murad (PMDB) a tratar de qualquer assunto referente ao Passe Livre na Câmara de Vereadores De São Luís. O MPL-MA reprova a maneira autoritária e unilateral pela qual o vereador enviou o requerimento ao Executivo Municipal e indicação ao Executivo Estadual para propror o Passe Livre a estudantes. O Movimento Passe Livre Maranhão reitera que não mantém qualquer relação política com o citado vereador, e que vem se reunindo regularmente há quase um ano para discutir um Projeto de Lei de Iniciativa Popular. Tais fatos vão de encontro aos princípios organizativos do MPL, discutidos e aprovados em Plenária Nacional no Fórum Social Mundial de 2003."

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Um partido militante de massas precisa de uma juventude militante de massas


Estive recentemente em São Paulo para uma reunião do Coletivo Nacional de Juventude do PT. Paralelamente à reunião a Juventude da Articulação de Esquerda realizou um seminário temático sobre a Juventude em seus diversos aspectos. A qualidade do debate teórico e político foi fantástico. Com o intuito de socializar um pouco do produto desses debates, reproduzo aqui um artigo de três integrantes da Juventude da Articulação de Esquerda do PT, que trata do modelo de Juventude eles defendem para o Partido dos Trabalhadores: o Rafael Pops, que também é o Secretário Nacional da Juventude do PT, o Bruno Elias (1º vice presidente da UNE), e do Rodrigo César (membro do Coletivo Nacional de Juventude do PT)


"O companheiro Glauber Piva, Secretário Nacional de Cultura do PT, escreveu um texto tratando da juventude do PT. Começa falando de maneira extremamente simplificada sobre os desafios abertos pelo III Congresso do PT e apresenta opinião sobre o modelo de organização da juventude partidária. É necessário dizer que para “criar um novo modelo de organização da juventude” é necessário superar um desafio anterior: a visão do PT sobre a juventude.

De início, é fundamental destacar que o texto apresenta idéias importantes, como a noção de que “não há espaços para tutelas” e que “não será bom para o PT se acharmos que devemos nomear bedéis para vigiar a juventude”. Seguir este raciocínio a fundo, que compreende a juventude como protagonista da ação política, nos remete a defender a autonomia deste segmento na organização partidária, o que não é a defesa do texto mencionado. A compreensão de Glauber sobre o que quer dizer uma juventude de massas e seus modelos de organização entram em conflito com as boas idéias que apresentou.

Nossa defesa de uma juventude militante de massas abraça a visão do jovem como ator político. No PT e na sociedade precisamos superar a concepção de juventude como “copo vazio” (pra usar a linguagem de um petista histórico, Paulo Freire), imaturo, inexperiente e que, portanto, precisa ser preparado para o depois (afinal, para agora não tem jeito).

Todos são ou já foram jovens um dia e tem opinião sobre a juventude, o que faz parecer o tema óbvio e do domínio de todos. Disso deriva o “senso comum”. A dificuldade de debater o tema já foi apontada pelo Projeto Juventude, mencionado por Glauber. Certamente, uma organização juvenil não deve ser debatida só pelos jovens, afinal, deve ser uma decisão de todo o partido. Precisamos entendê-la como um pacto geracional entre adultos e jovens. Cada geração tem suas particularidades e cada geração de jovens vive uma realidade diferente, portanto, os jovens de hoje são diferente dos jovens de ontem.

Para realmente nos desvencilharmos da idéia de que a juventude precisa de tutela ou de bedéis é necessário superar a concepção de “copo vazio”. Os jovens são atores políticos do hoje e serão também do amanhã. Pensar uma organização de juventude só para o amanhã seria um erro brutal do PT.

Glauber, ao mencionar uma “UJS Petista” e apresentar como entende o modelo comunista de organização juvenil, considera equivocadamente qualquer tipo de autonomia como sinônimo de “UJS”.

Este modelo vem da Federação Mundial de Juventudes Democráticas, criada pela III Internacional. Na visão destes comunistas os jovens seriam ótimos somente para agitação e propaganda – pois tem força e disposição – e como celeiros de quadros, afinal, jovens seriam imaturos e inexperientes para tomarem decisões políticas. Desta visão deriva a necessidade de uma organização que não se identificasse com o Partido Comunista (daí o “nome fantasia”), mas que fizesse agitação, onde se destacariam os melhores quadros que por sua vez seriam cooptados para o partido, uma espécie de início de plano de carreira. Portanto, a UJS é fruto do próprio modelo de Partido, sendo altamente tutelada pelos Comitês Centrais (não tira nenhuma linha do que é deliberado por estes órgãos) e mero instrumento de renovação. Este centralismo está longe de ser a marca do PT.

Portanto, a UJS real não condiz com a apresentação feita por Glauber, que reproduz o que os dirigentes da UJS dizem para a base e não o que ela realmente é!

O modelo que defendemos para uma Juventude Petista só se aproxima da UJS pelo fato de ser uma política do partido para o movimento social, mas é totalmente diferente do modelo de organização, principalmente porque o acúmulo histórico que a juventude do PT tem desde a fundação do Partido aponta em outro sentido. As resoluções dos encontros e congressos e a própria tese da juventude ao II Congresso do PT inseriam claramente a visão do jovem como sujeito político.

Ao fazer associação direta entre juventude, inexperiência e erro, o companheiro Glauber evidencia a visão equivocada que o PT e boa parte de seus dirigentes têm da juventude, o que impede a compreensão do protagonismo político juvenil, uma vez que cria o ambiente e os argumentos para a necessidade da tutela tão criticada. Ou seja, quando considera óbvio “que [os jovens] vão errar” e atribui a esses erros a condição juvenil, Glauber abraça a concepção de “copo vazio” e passa a se aproximar muito mais do modelo da UJS!

Assim como existe este modelo da UJS existem outros. No Brasil e no mundo, a esquerda viveu muitas experiências de organização da juventude. A própria resolução aprovada no III Congresso aponta isso.

A visão que temos de uma juventude militante e de massas deriva de dois fatores: (1) do modelo de organização partidária e (2) o jovem como sujeito político do hoje e não um mero celeiro de quadros em potencial para o amanhã.

O PT ao longo de sua história teve apoio da maioria da juventude e dos movimentos sociais. Durante determinado tempo o PT e os movimentos se misturavam. Esse apoio espontâneo fez com que o PT avançasse pouco em sua estrutura partidária de massas, com exceção da relação que estabeleceu com a CUT. A partir da guinada institucional a situação piorou muito.

O PT enquanto o partido de massas precisa ter uma estrutura de atuação. Os setoriais como estão concebidos hoje já demonstraram seus limites. Isso é latente no caso dos jovens, mulheres e negros. Os petistas nestes movimentos atuam de maneira fragmentada, não conseguimos ter uma intervenção de partido. É certo que os movimentos sociais são (e devem ser) autônomos, mas a relação entre partido e movimento precisa ser uma via de mão dupla, na qual um influencia o outro. Isso não existe hoje no PT, somente nos mandatos parlamentares – fortalecendo equivocadamente a via institucional como canal de relação – ou nas tendências.

Essa situação precisa mudar! Precisamos construir estruturas de partido para atuar nos movimentos sociais. Uma Juventude de Militante e de Massas é um instrumento de partido e deve dizer nitidamente que é a organização dos jovens petistas. A autonomia desta organização é necessária por vários motivos, mas citaremos somente três.

O primeiro é por sua atuação nos movimentos sociais. Ora, se defendemos a autonomia dos movimentos sociais e o PT não centraliza seus militantes nos movimentos, ela já existe. O problema é que hoje é usada somente pelas tendências. A atuação dos petistas na UNE é um exemplo sintomático.

O segundo é a necessidade do partido constituir a mão dupla com os movimentos. Se nossa organização é dos petistas no movimento social, devemos cobrar do partido as posições defendidas por eles nestes movimentos. O partido não tem canais consolidados com os seus militantes no movimento social, mas cobra destes na hora da campanha eleitoral.

O terceiro motivo é a característica do movimento juvenil. Por ser geralmente (mas não necessariamente) nesta fase da vida em que a pessoa se depara com as primeiras grandes decisões e, portanto as primeiras grandes dúvidas e incertezas, muitos jovens não se sentem à vontade para assumir firmes vínculos. A opção por um partido político é uma séria decisão e uma escolha praticamente definitiva. Portanto, muitos preferem deixar como está e não se filiar pelo menos até a certeza aparecer. O resultado é, ao invés da proximidade, o distanciamento. Apesar de ter apoio de um enorme contingente destes jovens, com o PT não é diferente.

Portanto, um processo de filiação intermediária permitiria ampliar a nossa influência nestes jovens e aumentar suas certezas em se tornarem petistas a partir da convivência e da militância prática no cotidiano. Para isso, precisamos fazer o contrário da UJS: não vamos nos esconder atrás de nomes fantasia! Falar, com a estrela no peito, que somos uma organização de petistas aproximará os jovens! Vemos isso nas campanhas eleitorais, mas é necessário um processo permanente e militante!

Portanto, certa autonomia da juventude tem base naquilo que o PT sempre defendeu. Uma frente de massas na juventude fará com que o PT tenha uma atuação de partido no movimento social e não uma atuação de frente política como temos hoje.

Uma organização de massas dos petistas no movimento juvenil deve ter autonomia de posições, pois são construídas pelos petistas no movimento, o que é importante inclusive para ter opinião sobre temas que o partido tenha dificuldade de se definir. Além dos temas próprios, a juventude deve influenciar nas decisões gerais do partido e ter opinião sobre elas. Assim estaremos construindo a via de mão dupla, na qual o movimento influência no partido e o partido no movimento, sendo um instrumento importante de fiscalização partidária, tema latente após a crise de 2005.

O PT enquanto partido de massas deve organizar sua atuação partidária com certa autonomia dos militantes nos movimentos, criando assim mecanismos vivos de relação com movimento. No caso da juventude isso se reforça pelo seu perfil.

Essa juventude de massas deve dizer claramente que é onde os petistas se organizam e deve afirmar que sua referência partidária é o PT. Não precisamos de máscaras para convocar nossa militância e sim colocar nossa estrela no peito. Dando este passo o PT estará finalmente reconhecendo no jovem um sujeito político, protagonista das lutas sociais no país e que não precisa ser tutelado.

Terminamos dizendo que devemos ter uma perspectiva de curto, médio e longo prazo para a juventude, como deve ser uma política de partido. Além disso, é preciso superar a mera a lógica instrumental eleitoral para 2008. É certo que não conseguiremos esgotar todo esse debate em um congresso, mas certamente estamos dando o primeiro passo para construir uma Juventude Petista do jeito que nosso partido merece."



Rafael Pops é Secretário Nacional de Juventude do PT

Rodrigo Cesar é membro do Coletivo Nacional de Juventude do PT

Bruno Elias é 1º Vice-presidente da UNE