quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Só rindo pra não chorar


da qualidade jornalistisca de certos profissionais da imprensa maranhense.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Viva como as flores


Um dia um discípulo volta-se para o seu mestre e desabafa com ele:

- Mestre, como faço para não me deixar abater e continuar o meu caminho? É que há muitas pessoas que falam demais, outras são ignorantes, outras são indiferentes, outras mentirosas, outras caluniam... Será que consigo estar para além de todas estas situações? Porque não sinto ainda uma imensa compaixão por elas?
- Pois vive como as flores! - respondeu o Mestre...

- Repara bem nestas flores, como são lindas - apontando para uns lírios no jardim.- Repara bem que elas nascem no esterco e no entanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo o que lhes é útil e saudável e não permitem que o azedume da terra manche o esplendor das suas pétalas.E continuou:

- É justo angustiar-te com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros te importunem. Aprende a sabedoria das flores pois mesmo o esterco pode servir de adubo para o teu crescimento espiritual Sente uma imensa compaixão amorosa por todos, pois tudo é perfeito em seu momento próprio...
(autor desconhecido)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Tv Pública censura entrevista com Delegado que prendeu 'banqueiro bandido '


Segunda-feira, 22 de dezembro como costumeiramente faço liguei a TV para assistir ao Roda Viva. Para minha surpresa era exibido um video que se não me engano contava a história do saci-pererê.

Pensei que com meus botões: a rodada de entrevistas do programa deve ter findado com a exibição na última segunda-feira da entrevista com o Presidente-Supremo Ministro Gilmar Mendes (como caracteriza o jornalista Paulo Henrique Amorim).

Para a minha maior surpresa ainda soube depois pela blogosfera que o programa aconteceu e entrevistou o Delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, um dos poucos brasileiros cujos atos recentes podem ser motivos de meu orgulho.

Contudo, o Roda Viva foi municipalizado e transmitido apenas para São Paulo, ficando o resto do Brasil à ver Saci-Pererê. (Pelo menos foi isso que foi transmitido aqui no Ma).

Não se sabe os motivos desse ato que pode ser considerado censura, em plena TV Pública. Mas a se tirar pelos pequenos videos que circulam no youtube exibindo o que se discutiu no programa podemos ter uma pequena dimensão do problema.

Esse por exemplo critica os jornalistas que segundo PHA, fazem parte do Sistema Dantas de Comunicação

http://br.youtube.com/watch?v=Isq0Ej2ZdYY (abaixo o mal jornalismo)

Para finalizar vou prestar um serviço de utilidade pública e cívica:

O Programa Roda Viva vai ser reapresentado neste domingo, dia 28/12 às 16 Hs (horário de Verão) na TV Pública, concorrendo com Eliana, Gugu e Faustão.

domingo, 21 de dezembro de 2008

o que muda com a versão 6.0 do protocolo base da internet


retirado do Blog do Sérgio Amadeu:

Antonio Moreiras do NIC.br estará no Campus Party 2009 falando sobre a mudança que ocorrerá na Internet com substituição da versão 4 do IP pelo chamado IPv6. Para entender melhor o que ocorrerá seguem algumas explicações dadas pelo próprio Moreiras.

O QUE É O IPv6?

IP é a abreviação, em inglês, de Protocolo Internet. O IP é parte da base tecnologica sobre a qual a Internet é construída, e consiste num conjunto de códigos e regras que permite aos computadores comunicarem-se entre si. Uma dessas regras diz que cada computador na rede tem de ter um número, que o identifique sem possibilidade de confusão entre todos os demais... Esse número é chamado de número IP.

Usamos hoje na Internet a versão 4 do IP. A grande questão é: a quantidade de números IP é limitada e eles estão acabando. Não deve haver mais números disponíveis já em meados de 2010. Sem números novos a Internet continuará funcionando, mas terá muitas dificuldades em continuar crescendo!

O IPv6 é o sucessor do IPv4. Ele foi desenvolvido ao longo da última década com essa finalidade. Hoje ele é um protocolo maduro, com várias vantagens em relação ao seu antecessor, e suportado pelos principais equipamentos e programas de computador.

Sua implantação na Internet já está em andamento, e deve ser acelerada nos próximos anos. Espera-se que o protocolo esteja amplamente difundido quando se der o esgotamento do IPv4. Prevê-se que ambos, IPv4 e IPv6, funcionem lado a lado na Internet por muitos anos. Mas, a longo prazo, o IPv6 substituirá o IPv4.

O QUE ACONTECERÁ COM A INTERNET?

A principal vantagem do IPv6 é a quantidade de endereços disponíveis. Os endereços passam a ser representados por números de 128 bits. Isso significa que há 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços, o que representa cerca de 79 trilhões de trilhões de vezes o espaço disponível no IPv4. Esse número equivale a cerca de 5,6 x 10^28 (5,6 vezes 10 elevado a 28) endereços IP por ser humano, ou ainda, aproximadamente, 66.557.079.334.886.694.389 de endereços por centímetro
quadrado na superfície da Terra. Metade dos 128 bits, no entanto, está reservada para endereços locais numa mesma rede. Isso significa que "somente" 18.446.744.073.709.551.616 redes diferentes são realmente possíveis.

Outras vantagens podem ser citadas:

- O NAT (Network Address Translation) não terá mais de ser utilizado. Isso significa que a comunicação fim a fim, ou peer to peer, será sempre possível. Todos os IPs serão IPs válidos na Internet. Aplicações como vídeo conferências e voz sobre IP, por exemplo, ficarão bem mais simples e funcionarão melhor.
- Os recursos de mobilidade do IPv6, permitirão que dispositivos portáteis funcionem bem e ininterruptamente, mesmo quando o usuário está em trânsito e tem de conectar-se através de diferentes redes.
- O IPSec nativo facilitará a comunicação segura através da Internet.
- Será mais simples ter mais de um provedor Internet simultaneamente.

A idéia da apresentação na Campus Party é mostrar essa situação, sem entrar em muitos detalhes técnicos... Divulgar o assunto, que é importantíssimo para a Internet. Mais informações podem ser obtidas em http://ipv6.br.
Posted by samadeu at 6:54 PM

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O pobre Maranhão por trás da pobreza dos números.




a foto acima pode servir de símbolo e/ou metáfora da situação econômica vivida longamente durante as últimas décadas pelo Maranhão. A foto é de um, dentre vários casarões abandonados e decadentes em pleno centro da capital maranhense, especificamente na Av. Magalhães de Almeida nas próximidades da Praça João Lisboa.

A pobreza real, vivida e sentida diariamente por milhares de maranhenses recebeu uma pincelada de maquiagem grosseira recentemente ao se propagandear o 'crescimento acima da média, do PIB maranhense em relação à média nacional'.

Uma análise mais centrada dos números do IBGE mostra o Maranhão real por detrás da maquiação oportunista dos dados estatísticos.


Os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio – PNAD, divulgados recentemente pelo IBGE se constitui no instrumento quantitativo de pesquisa mais valioso sobre a realidade brasileira. Uma das novidades que a pesquisa apresentou foi o aumento das classes C e D tornando a pirâmide social mais robusta em seu centro, reflexo das políticas de distribuição de renda e conseqüente inclusão econômica e social das classes menos favorecidas.
Analisando os dados referentes à realidade maranhense, infelizmente, os sinais não são de melhora, mas de perpetuação do estigma de Estado da Federação com os piores indicadores sociais do país. A taxa de urbanização é a segunda pior do nordeste com o índice de 65,2%, só perdendo para o vizinho Piauí com 61,8%. A taxa de mortalidade infantil também é a segunda pior do nordeste, só perdendo agora para Alagoas com 53,7%.
Quando o assunto é educação o Maranhão apresenta o índice de 23% de pessoas com mais de 15 anos sem saber ler nem escrever. É o 4º pior índice do país, mais do que o dobro da média nacional que é de 11%. O chamado analfabetismo funcional exibe exorbitantes 40,5% de pessoas com mais de 15 anos que não sabem o que rabiscam em um papel em branco.
Um Estado sem educação é um Estado sem produção e renda, contudo o Maranhão apresenta a quarta maior População Economicamente Ativa (PEA) do Nordeste com o número absoluto de 3.041.592 (três milhões quarenta e um mil quinhentos e noventa e duas) pessoas aptas a produzir e consumir bens econômicos. Desse número a grande maioria está ocupada, 2.852.853 (dói milhões oitocentos e cinqüenta e duas mil e oitocentos e cinqüenta e três) pessoas estão trabalhando. Mas quando os índices revelam a natureza da qualificação começamos a esclarecer as razões de um baixo índice de produção de valor e renda.
42,9% das pessoas ocupadas estão trabalhando em atividades ligadas ao setor agrícola. 6,9% em atividades ligadas ao setor industrial. 5,7% na construção civil. 17,9% no comércio. 24% nos serviços. E 2,4% em outras atividades. Esses índices explicam em parte o número sobre o rendimento mensal médio do trabalhador maranhense, o pior do país, de R$ 396,80. A média nacional flutua entre R$800 e R$900, com a região do distrito federal exibindo a maior renda mensal média do trabalhador brasileiro com R$1515,70.
À priori os números da produção maranhense se explicam pela baixo índice de valo agregado criado pelas mercadorias produzidas no setor agrícola da economia. Em regiões onde o índice de ocupação em setores industriais é mais considerável a renda do trabalhador também aumenta proporcionalmente.
Esse baixo índice de produção de valor agregado se reflete nos bens de consumo e duráveis existentes nas casas das famílias maranhenses. Apenas 29,2% dos domicílios maranhenses possuem telefonia fica. É o segundo pior índice do país só perdendo para Alagoas com 26,9%. Em plena Era da Informação a taxa de acesso à internet é a pior do país com 2,8%, menos da metade da média nordestina de 7,3%, e muito aquém da média nacional de 20,8%. As residências com computador também apresenta o pior índice do país com 5,5%, metade da média nordestina de 11%.
Os domicílios com água encanada somam 67,2%, enquanto a média do nordeste é de 85% e a do sudeste 96,1%. Por sua vez o índice de residências atendidas com canalização externa (poços artesianos) é de 14,5%, a segunda maior do Brasil. Os domicílios atendidos com rede de esgoto somam 13,9%, segundo pior do nordeste, enquanto a média do nordeste é de 40,4% e a nacional de 66,2%.
Com a propagandeação recente dos ‘aumento maior que o da média nacional do PIB maranhense’ por parte do governo estadual e reproduzido entusiasticamente por jornais que deveriam mostrar o mínimo de independência frente ao poder político e econômico, uma análise mais equilibrada dos números divulgados pelo IBGE refletem aquilo que infelizmente vemos ao andar pelo interior do Estado: uma situação de total desolação econômica, conseqüência da degradação moral e política dos donos do poder ao longos das últimas décadas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eloá: o que a mídia e os especislistas não discutem

Há menos de 24h do trágico desfecho do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, por Lindemberg Alves, todos atônitos procuramos “compreender” via mediação dos meios de comunicação social e de especialistas da segurança pública, psicólogos, e outros, um fato presente cotidianamente no noticiário: o assassinato de mulheres.
Muitas são as explicações que tentam dar conta do comportamento do jovem, cujo perfil durante o processo de negociação fora retratado pelos meios como de um rapaz tranqüilo, trabalhador, que tinha planos para casar. “Dificuldade de lidar com as frustrações”; “comportamento passional”, “de tolerância muito baixa às frustrações”, entre outros argumentos são discutidos publicamente em jornais, sites, rádio, enfim, em todo processo de agendamento desta lamentável crônica de mais uma tragédia midiatizada.
Inúmeros aspectos deste acontecimento são ressaltados na cobertura: o lugar, os protagonistas, o tempo, amigos, imagens, os momentos de negociação, os lugares de origem de Eloá e Lindemberg, as imagens... Todavia há um aspecto a ser considerado nesta notícia, e que passa intocado na cobertura de crimes que possuem semelhança com o homicídio de Eloá, o fato de que eles se relacionam com as desigualdades de gênero. Se nos negarmos a discutir também nos noticiários esta face da violência, será muito difícil à superação de algo que pode ser considerado, lamentavelmente, um padrão cultural vigente, a prática de crimes contra as mulheres.
Um breve monitoramento de mídia permite perceber a brutalidade e reificação de crimes como estes: eles não são apenas crimes passionais, podem ser situados numa teia complexa de construção de valores sociais que forjam um feminino fraco, vulnerável, incapaz e sem condições de decidir a própria vida, em contraposição a um modelo de masculinidade rígido e legitimado socialmente a partir da força, da dominação e do controle. São de certa maneira estes alguns dos elementos que mantém os mecanismos psíquicos do poder na constituição do sujeito e a na construção da sujeição.
Perceber os gêneros como processo de mediação do social é urgente para nos darmos conta da violência contra a mulher como um fenômeno social cujo aparecimento cotidiano nas mídias também precisa ser interpretado, refletido com e a partir dos veículos de comunicação e tendo como foco o papel social dos profissionais de imprensa.
A motivação de Lindemberg em manter seqüestrada Eloá e tentar por fim a vida da jovem se inter-relaciona com outros fatos conhecidos da sociedade brasileira, como os assassinatos de Ângela Diniz, Sandra Gominde, Daniela Perez, e ainda de inúmeros casos de violência e homicídios femininos que são noticiados, mas que carecem não de uma tentativa de tentar compreender o comportamento masculino, mas de questionar os valores sociais que se reproduzem nas trocas simbólicas e tecem ainda, tristemente, este predomínio do falo que oprime e extermina.
O tiro na virilha de Eloá não é só uma metáfora, mas uma expressão do ódio da tentativa frustrada de continuar mantendo o exercício do controle sobre o corpo das mulheres, por isto me sinto hoje também transpassada por esta bala.
Numa das notícias veiculadas sobre o Caso Eloá, dois personagens sobrenaturais surgiram: um anjinho e um diabinho que acompanhavam Lindemberg. Parece inacreditável, mas este recurso, muito comum entre homens que praticam violência contra as mulheres, aparece mais uma vez como uma máscara, uma performance que busca esconder o lado perverso de um imaginário social que em momentos como este é despertado pelos disparos protagonizados por um homem que representa os mecanismos simbólicos forjados socialmente e que negam cotidianamente às mulheres o seu direito a vida.


Sandra Raquew dos Santos Azevedo, jornalista.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Anarquia - Aqui e agora?



O Artigo que este link (http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_467265.shtml) abre foi escrito em 2006 e é altamente recomendável por tratar de questões políticas, sociais e tecnológicas de uma maneira clara e objetiva.

O autor compara os principais postulados anarquistas do século XIX com as práticas colaborativas tecnológicas de nosso fim/início de milênio.

A leitura do artigo me lembrou de um amigo paraense que trabalha com Inclusão Digital, Marcos Urupá, que afirma que "o Software Livre foi a única experiência anarquista que deu certo".

Marcão, deu certo e ainda incomodará muito o legado da propriedade privada capitalista!