sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sindicato dos Bancários do Maranhão manifesta solidariedade aos motoristas de ônibus de São Luís em greve


Todo apoio à greve dos rodoviários!
A greve dos trabalhadores de transporte urbano de São Luís adentra o 4º dia sem que se tenha chegado a um acordo entre trabalhadores e patrões. Não por falta de interesse dos rodoviários, mas pela ganância dos empresários de transporte que não querem atender às reivindicações da categoria.
Por outro lado, o Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão numa clara demonstração de servir aos interesses dos empresários determinou o funcionamento de 80% da frota durante a greve, decretou o bloqueio da conta do sindicato dos rodoviários, com multa diária de R$50 mil pelo descumprimento dos 80% e apresentou uma proposta de 8,30% de reajuste salarial e no ticket-alimentação, proposta esta que foi rejeitada pela categoria que se posicionou pela continuidade da greve.
Como se não bastasse a grande mídia colocando a população contra os trabalhadores, temos visto ainda a justiça se posicionando claramente em defesa dos empresários ao querer impedir que os trabalhadores exerçam o direito de greve, que é constitucional.
Desse modo, somos solidários aos companheiros rodoviários que de maneira justa reivindicam seus direitos e conclamamos aos movimentos sociais e à população em geral que apóiem a greve.
São Luís - MA, 26 de maio de 2011.
Sindicato dos Bancários do Maranhão – SEEB - MA

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SÃO LUÍS, 400 ANOS. COMEMORAR O QUÊ?


Estamos prestes completar 400 anos de fundação, no entanto, nada temos a comemorar, infelizmente!
No final dos anos 90, tivemos um progresso interessante na nossa Cidade, obras foram feitas, empresas estavam chegando, tínhamos visibilidade nacional e o Turismo e a Cultura se fortaleceram significantemente, mas, infelizmente, ao contrário das outras Capitais do Nordeste, regredimos ao invés de crescermos e, sem dúvida alguma, somos a última capital do Nordeste em crescimento, desenvolvimento sustentável, renda per capita e inclusão social.
Analisemos alguns pontos:
1º Nossa Biblioteca Pública Benedito Leite de mais de 200 anos está fechada há muito tempo. Obras raras e exemplares da nossa literatura e de nossa história, os que não foram subtraídos, os que não estão na prateleira de algum nobre político, mofam abandonados meio à umidade e ao esquecimento. Numa tentativa frustrada de digitalizar nossas obras centenárias, livros e almanaques preciosos que contam nossa história, a vida dos nossos ancestrais maranhenses, estes comprados como favor burocático extraviam-se em algum canto do Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro.
2º Nossas praças esportivas, ou seja, o Castelão e o Costa Rodrigues, estão entregues as moscas e abandonados, este último, onde certamente pelo menos 9 em 10 ludocivenses de até 30 anos assistiu uma aclamada partida esportiva, já até foi demolido, sem previsão de reconstrução.
3º Nossas praias (todas) estão poluídas, bem como o nosso Lençol freático e quase todos os Rios que nascem na Ilha de São Luís. Não temos coleta seletiva de lixo e, reciclagem de lixo, nem se fala por estas terras. Deixando de promover assim, milhares de empregos e inclusão social.
4º O Centro Histórico está devastado e conta com uma substancial ajuda do Governo e da Prefeitura que nada fazem e mostram seu alto grau de incompetência e ineficiência diante do quadro caótico. Os turistas dizem do nosso centro histórico que as ruas só fedem a mijo/ as esquinas antigas estavam cheias de lixo e merda/ há monte de flanelinhas, pedintes e outros tipos indesejáveis/ o serviço de atendimento de bares, pousadas e restaurantes é péssimo (atendem com a cara feia, demoram demais e, quando o cliente se irrita, ainda agem como se tivessem fazendo favor) me contive nessa doída verdade...
5º A Avenida Litorânea, perdendo suas características e completamente abandonada.
6º A Lagoa da Jansen, infelizmente, foi esquecida, está à míngua, poluída, mal cuidada, sem jardinagem, insegura e feia, muito feia!
7º As ruas completamente abandonadas e completamente esburacadas. Uma é pior do que a outra e as obras que estão sendo feitas, com menos de dois meses começam a ruir, jogando pelo ralo o dinheiro do contribuinte. As recentes 'grandes obras' empreendidas pela prefeitura (estrada do Parque Vitória, Canal do Caratatiua, Av. Santos Dumont), de 'tão bem feitas' não resistiram às nossas chuvas torrenciais e em algumas partes o asfalto praticamente já não existe mais.
8º O sistema de saúde está em plena calamidade pública e sendo denunciada pelos meios de comunicação do Brasil afora chegando até as cortes da ONU. Aquilo que se chama de Socorrão aqui devia se chamar Desesperão... e Socorrinho, Desesperinho... etc. INFECÇÃO HOSPITALAR É O MÍNIMO - AS PESSOAS MORREM ÀS DEZENAS NO CORREDOR MESMO... NEM CHEGAM A SE INTERNAR. Não se sabe o que é pior, se é o teto que desaba em cima dos pacientes ou se o cano estourado que causa transtornos nas enfermarias: a água chegou aos joelhos das pessoas. Houve o caso de uma senhora que sofreu parada cardíaca em decorrência dessa aguaceira toda.
9º A Segurança Pública em frangalhos. Temos um policial para 800 habitantes. A média nacional é de um policial para 400 habitantes e a recomendação Internacional é de um policial para 250 habitantes. “se correr o bicho pega , se ficar o bicho come”. 
10º O aeroporto acabou de ruir, por pouco não tivemos uma catástrofe. Não temos mais uma entrada digna para pelo menos darmos uma boa vinda a quem nos visita trazendo emprego e renda.
11º A BR 135(principal entrada da Cidade), todos os dias sendo manchete pelas inúmeras mortes que ela causa, mas mesmo assim, os poderosos políticos do Maranhão não se manifestam e se mobilizam no intuito de resolver esse grave problema
12º O Porto do Itaqui, não tem a mínima estrutura para receber navios de Turismo e o último aportado aqui faz tanto tempo que nem me lembro.
13º As praças Públicas abandonadas bem como o Parque do Bom Menino e o Aterro do Bacanga que de nada serve a não ser para concentrar marginais. O plano diretor de São Luís deve ter sido rasgado e jogado no lixo, pois, condomínios e condomínios surgem a cada dia e as árvores vão desaparecendo. Praticamente não temos massas árbóreas em nossa cidade. A prefeitura e (mesmo a população não tem essa consciência) não se preocupa em arborizar, em embelezar a cidade com canteiros, jardins e parques. 
14º O transporte público é sem dúvida um dos piores do Brasil, não se tem ônibus que supram a necessidade da Sociedade nem em quantidade e nem em qualidade adequada. E a tarifa, uma das mais caras do Brasil... Sem falar nos terminais de Integração, o tumulto, a sujeira e o transtorno que é depender de transporte público nessa cidade. Chuva e sol, tanto faz! As paradas de ônibus não abrigam ninguém.
15º Aumenta significantemente o número de meninos/crianças nas ruas e nos sinais de trânsito e os flanelinhas, se apropriam do espaço público extorquindo os cidadãos.
16º O trânsito se complica a cada dia que passa, sem projetos de novas avenidas, viadutos, elevados, novas vias, nada, absolutamente nada é feito por parte do poder público! Se alguém que mora no Cohatrac deseja chegar no Centro às 8h00 da manhã deve sair de casa às 6h00 ou 5h30, não estamos falando de uma longa distância... mas a perda de tempo que se tem no trânsito é absurda, gasta-se em torno de 40min a 1h30min em engarrafamentos, isto porque não se tem uma malha viária eficiente.
17º Não temos esgotamento sanitário e temos centenas de esgotos estourados a céu aberto tanto na área nobre como na peliferia. Para meu espanto, me deparo com um número absurdo no qual 9 (nove) milhões de litros/hora são lançados em São Luís, sem nenhum tratamento. As estações de tratamento de esgoto, não funcionam.
18º O comercio informal toma conta da cidade inteira, sem regras e sem limites.
19º Tanto o Governo do Estado como a Prefeitura de São Luís, são pésssimos pagadores, não cumprem suas obrigações e com isso, lesam inúmeros empresários com atrasos que chegam a durar mais de um ano.
20º E para finalizar vivemos em uma cidade de custo de vida elevadissimo, sem termos o retorno dos impostos pagos e o mais grave, não temos pespectiva de melhora em nenhuma área. A especulação imobiliária é absurda e injustificável... e ainda circula a ideologia que que nosso imóveis são caros porque o Maranhão está atraindo grandes investimentos. Ninguém no bom uso da razão paga tão caro pra ter que conviver com o descaso. AQUILO QUE EM SÃO LUÍS NÃO É SUJO, NO MÍNIMO ESTÁ ENCARDIDO, GASTO, PUÍDO, DETERIORADO, REMENDADO, OBSTRUÍDO,QUEBRADO, CAÍDO, TOMADO PELO MATO ETC...
Esse é um breve panorâmico de como se encontra a nossa Cidade e me pergunto: Comemorar o quê? Nada, meus amigos absolutamente nada. E mais: O que um Turista vem fazer em São Luís diante de tantos problemas? Respondo: Ter raiva.
Vivemos o caos absoluto e o pior é que não temos uma ação eficiente digna e responsável por parte do GOVERNO DO ESTADO E DA PREFEITURA DE SÃO LUÍS, pelo contrário, só são eficazes em promover e divulgar propagandas falaciosas somente para tirarem dividendos políticos.
Temos Secretarias abarrotadas de gente e Secretários pouco comprometidos com a causa pública. Secretários e Secretarias muitas vezes, são inoperantes tanto no Estado como no Município e isso, sem dúvida prejudica muito o trabalho que deveria ser desempenhado. As secretarias são muitas vezes loteadas para políticos espertalhões que se lambuzam com a corrupção e Promiscuidade instituída nesta Cidade/Estado.
São Luís, precisa urgentemente de um choque de ordem pública, de atitude, de compromisso, de amor e, principalmente, de execução e metas a serem cumpridas. É necessário criar mecanismos dinamizadores pra fortalecermos aeconomia e a qualidade de vida na Capital do Maranhão.
Hoje, vivemos em um mundo de mentiras tanto por parte do Governo do Estado (ROSENGANA) e da Prefeitura de São Luís (CAOSTELO). E quem paga o pato é a pobre população.
 O QUE SE ESPERAR DE UMA CIDADE DE 400 ANOS? RUÍNAS? NÃO!!! Governantes, respeitem essa Senhora que está prestes a completar 400 anos! De um ludovicense, Repassem se vocês têm amor por São Luís!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Fotos de uma cidade abandonada

Meus Caros,
Resolvi sair e dar uma volta pelas redondezas de onde moro e registrar a andanca.
As imagens abaixo compreendem os bairros da Cohab Anil I e II, Planalto Anil I e II e Cohatrac`s IV, II, I e V.
Durante a sessao de fotos um motorista gritou para mim: Nao adianta! so dando um murro na cara do prefeito. No que eu respondi na mesma hora: e nos eleitores dele tambem!
As fotos poderiam ter saido do Iraque, do Afeganistao ou de Haiti, mas sao do pacifico Brasil, da ilha do amor, da jamaica brasileira, da capital da cultura e de outras baboseiras mais que inflam o ego de uma elite decadente.



rua no cohatrac

moradores sinalizam cratera no meio da rua

nao ha carro que aguente

todo cruzamento tem uma cratera

essa aqui eh no Cohatrac V

esse eh o motorista que partir pras vias de fato

eh de revoltar

Planalto Anil II


Planalto Anil I


Avenida 2, entre Cohab Anil I e II

olha ai a vergonha



trecho sujo, feio e perigoso


avenida I, trecho que foi remendado a uns dois meses, parece uma farinha

a farinha de Juao Caostelo

Adicionar legenda

mais creteras

haja suspensao

da-lhe buraqueira

avenida Joaquim Mochel


p.s: os erros de digitacao sao um funcao 
do teclado desconfigurado.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Reorganização do movimento estudantil”: Que papel essa ideia tem na prática cumprido?


 Como se sabe, com a vitória eleitoral de Lula em 2002, os movimentos 
sociais, as centrais sindicais e os partidos de esquerda reorientaram suas 
táticas em função da nova conjuntura. Desde então, o cenário na esquerda tem 
sido polarizado entre táticas antagônicas. 
Essa polarização atingiu de imediato o movimento estudantil. E foi 
justamente nesse contexto de forte polarização sectária que surgiu, pela 
iniciativa de alguns, a ideia de que havia ou deveria haver uma 
“reorganização” do movimento estudantil. 
Essa ideia surge em meio ao fortalecimento da crença, compartilhada por 
algumas organizações, de que a tarefa central do momento seria criar uma 
nova referência nacional de luta para o ME, visivel para o conjunto dos 
estudantes brasileiros, capaz de se impor como uma alternativa à UNE. 
Por isso é que as propostas de “reorganização” do ME sempre se materializam 
na base da criação de fóruns, frentes e todo tipo de articulações nacionais 
que supostamente pudessem ocupar o lugar que a UNE ocupa. As condições para 
a realização dessa empresa estariam dadas. 
Apesar de já se terem passado cerca de seis anos da criação da Conlute (que 
antecedeu a ANEL) e de, nesse meio tempo, terem sido diversas as tentativas 
frustradas de “reorganizar” o movimento estudantil, essa ideia ainda faz a 
cabeça de algumas pessoas. Por quê? 
Porque ainda há aqueles que partem do *pressuposto *de que os problemas do 
ME são, *em última instância*, um problema de direção: para essas pessoas, 
com o advento do governo Lula e a “captulação” da UNE diante do governo, a 
UNE se firmou definitivamente como um “entrave” ou um “freio” para as lutas. 
O “novo” movimento estudantil – que não captulou ao governo – estaria pronto 
para nascer. Para tanto, bastaria apenas derrubar o “entrave”, o que na 
prática significa criar uma nova referência nacional alternativa à UNE e 
contra a UNE. 
Quem lê a realidade de forma romantizada dirá que este pressuposto é 
verdadeiro. No entanto, se assim o fosse, a tática das organizações que 
levantam a bandeira da “reorganização” do ME estaria correta e o tempo teria 
lhe dado razão, coisa que não aconteceu. Por quê? Porque este pressuposto é 
falso. 
Se procurarmos ver a realidade sem idealizá-la, e buscar nela quais são os 
reais problemas do ME, o que veremos? Salvo exceções, e mesmo assim 
localizadas no tempo e no espaço, veremos um ME profundamente fragmentado, 
consumido por disputas internas fratricidas, profundamente 
institucionalizado, alheio aos problemas do povo, quase que totalmente 
voltado para demandas corporativas – quando não conservadoras – e, *o mais 
grave*, sem base real, ou seja, bastante distante das massas estudantis. 
Essa é a realidade mesmo naquelas experiências pontuais em que o movimento 
mostra-se mais combativo e eventualmente arranca vitórias: após explosões em 
que a massa se levanta e se coloca em luta, o que em geral tem se sucedido é 
um rápido descenso. 
Diante desse quadro, cabe questionar: se a ideia de que a tarefa central é 
“reorganizar” o ME fosse verdadeira, o que deveriamos ter visto onde essa 
ideia ganhou força, ou seja, onde as chapas partidárias da “reorganização” 
do ME venceram? 
Se essa ideia fosse verdadeira, nestes casos o movimento deveria ter 
enfrentado seus reais problemas: deveria ter ampliado a sua base e ter se 
massificado, ter ganho maior coesão, ter se organizado melhor, ter se 
tornado mais democrático, ter formado mais e melhores militantes, ter 
estabelecido laços reais com as organizações da classe trabalhadora... em 
suma, deveria ter enfrentado estes e inúmeros outros desafios *reais*. Ou ao 
menos ter se aproximado disso. No entanto, não foi isso o que aconteceu. 
O que de fato aconteceu? 
São inúmeros os relatos de militantes independentes que participaram dos 
epaços nacionais pautados pela ideia de “reorganização” do ME e que dão 
conta de provar que, enquanto no discurso se fala do “novo movimento 
estudantil”, *a prática *é igual ou pior às piores práticas que se conhece 
do “velho” ME. 
Mais do que os relatos de quem esteve lá, o critério para saber se essa 
ideia contribui ou não com o ME é sobretudo que diferença ela tem feito *na 
prática *em cada universidade e Executiva de Curso onde tem sido pautada. O 
que tem ocorrido é que, em geral, onde essa ideia surge, os problemas *reais 
* são esquecidos – como se não existissem! 
Quantos congressos e encontros de DCEs, CAs e Executivas de Curso *deixaram 
de discutir* seus problemas reais e como enfrentá-los porque a polêmica 
sobre rompimento ou não com a UNE e filiação ou não a essa ou àquela 
articulação nacional monopolizou o debate? 
E o que efetivamente fizeram os partidários da “reorganização” do ME quando 
estiveram à frente dos DCE's e CA's? Quantas questões realmente importantes 
foram *secundarizadas, quando não esquecidas totalmente,* porque essa 
questão monopolizou sua atuação? 
Portanto, a ideologia da “reorganização” do ME tem *na prática *cumprido o 
papel de *desviar* o ME daquela que verdadeiramente é a sua tarefa central: 
acumular forças para a revolução brasileira, enfrentando um conjunto de 
desafios, a começar pelo trabalho de base, massificando as lutas e formando 
politicamente uma nova geração de militantes para a luta social. 
*Na prática*, essa ideologia representa uma *fuga* dos verdadeiros desafios 
que se deve enfrentar, pois ela *mascara* os problemas *reais *do ME e, em 
seu lugar, apresenta uma realidade romantizada e idealizada, como se o 
“novo” ME estivesse pronto para nascer, esperando apenas a criação de uma 
alternativa à “direção nacional pelega e burocratizada”, quando a realidade 
é bem diferente disso. 
Ora, ao fazer a apologia da “reorganização” do ME como a tarefa central, o 
que se faz é contribuir para que o ME finja que os problemas reais não 
existem e fuja deles. Ao fazer isso, essa ideologia *na prática* *contribui 
com a perpetuação e o aprofundamento destes problemas.* Portanto, fazer a 
apologia dessa ideia é, *na prática*, prestar um grande desserviço ao ME. 
Ora, cabe indagar: se é assim, por que motivo se insiste com essa ideia? 
Os partidos e forças políticas em geral podem contribuir e muito com o ME. 
Mas, infelizmente, para alguns partidos, o ME é encarado *apenas* como 
celeiro de militantes, e a *única* coisa que importa é a autoconstrução. 
No fundo, essa é a divergência real: certas organizações colocam a sua 
autoconstrução acima de *tudo*, e não conseguem enxercar nestes desafios – 
trabalho de base, formação política, democracia interna etc – algo de útil, 
pois nada disso faz diferença quando o *único e exclusivo *objetivo é a 
autoconstrução. Aliás, para estes, o desvio está justamente em não 
subordinar os reais desafios do ME à autoconstrução! 
Daí sua incoerência, que chega a ser patética: elegem a direção majoritária 
da UNE como inimiga, fazem a propaganda da “reorganização” do ME para 
combatê-la, mas, no final das contas, naquilo que realmente importa – ou 
seja, *na prática –* comportam-se da mesma forma que a direção majoritária 
da UNE: *tudo* em função da autoconstrução. 
O que devemos fazer e como devemos nos portar diante dessa ideologia? 
Os motivos pelos quais os problemas do ME existem e persistem são muitos e 
complexos, e nem de longe se resumem a um problema de direção. Aliás, se o 
central fosse a direção, estes problemas já teriam sido resolvidos há muito 
tempo. A direção é parte do problema, mas não é o problema todo nem tampouco 
é o aspecto principal do problema. 
O ponto então é que não é a criação de articulações nacionais – seja uma 
entidade, seja outra coisa – que vai dar conta de enfrentar este conjunto de 
problemas. Para dar conta de seus inúmeros problemas, não há atalho: o ME 
precisa enfrentar inúmeros desafios, sendo o principal deles o trabalho de 
base. Não aquele “trabalho de base” voltado *única e exclusivamente* para a 
autoconstrução do partido. Mas o trabalho de base que fortalece o movimento, 
que ajuda a base a ser sujeito ativo do movimento. *É no desprezo por este 
trabalho de base que está a raíz de todos os problemas que o movimento 
estudantil enfrenta. * 
Dito isso, devemos ter claro que não é papel nosso combater as organizações 
que fazem a propaganda da “reorganização” do ME, nem as estruturas por eles 
criadas, seja a ANEL, sejam outras estruturas. Estes não são nossos 
inimigos. Elegê-los como tal seria um erro grosseiro. Para fazer diferença 
na luta de classes, toda a nossa energia deve ser direcionada a combater 
nossos verdadeiros inimigos: a burguesia e a direita, bem como os valores e 
as relações do capital e do patriarcado. 
Ao mesmo tempo, se não devemos combater os agentes desse discurso – pois 
fazê-lo seria um total desperdício de energia –, temos o dever combater as 
ideias que estão na base desse discurso. Isso porque a ideologia da 
“reorganização” do movimento estudantil tem implicações práticas: *quem 
compra esse discurso deixa de dedicar sua militância para o trabalho de base 
e vai dedicá-la a uma construção que na prática só contribui para manter a 
aprofundar o estado de letargia do movimento estudantil. * 
Para que faça alguma diferença na luta de classes, dentro e fora da 
universidade, o ME precisa ter força, e o ME só terá força se enfrentar todo 
um conjunto de desafios, forjando-se ele próprio como sujeito de 
transformações. Neste momento histórico de descenso das lutas de massas, 
hegemonia do capital na sociedade e fragmentação da esquerda, devemos mais 
do que nunca investir no trabalho de base, para ajudar a classe trabalhadora 
a se preparar para os embates que virão. 
Para ranto, o ME precisa ser visto como sujeito pelas forças políticas que 
atuam nele. Enquanto houver forças políticas com comportamento sanguesuga, 
preocupadas *única e exclusivamente* com sua autoconstrução *e em mais nada*, 
o ME continuará fraco, só acumulará derrotas e, o que é pior, não 
contribuirá com o reascenso das lutas de massas e não estará preparado para 
intervir de forma deciva quando este momento chegar. 
Paulo Henrique “PH” – Militante da Consulta Popular 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Uma saída pela esquerda para São Luís

por
João de Deus Castro*
Sílvio Bembem**


Mal foi apresentado o nome do deputado Bira do Pindaré à prefeitura de São Luís e os diversos setores políticos, de oposição ou não, começaram a ensaiar suas posições. É uma incisiva demonstração do potencial desta liderança de esquerda, com trajetória de compromisso com as lutas sociais e recém-eleito deputado estadual pelo PT.
De fato, em pouco mais de 100 dias de mandato, o deputado Bira expõe com qualidade, na Assembleia, uma variedade de denúncias e questões fundamentais para o Maranhão.
Ainda pela esquerda, outras candidaturas são possíveis. O ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), que, embora não se pronuncie a respeito ou, quando se pronuncia, diz não ser candidato, saiu forte de 2008 e 2010 e talvez sua candidatura se firme naturalmente. Haroldo Sabóia, após longo inverno isolado no PDT, agora no Psol, poderá surpreender como oposição de esquerda marcadamente anti-Sarneysta, principalmente se conseguir unir em torno o PCB e o PSTU (tarefa difícil neste último caso), com possibilidade de eleger pelo menos um vereador.
Em todo caso, as esquerdas devem sair com candidaturas separadas, seja por razões táticas, seja pela quase impossibilidade de unificação de seus principais partidos logo no primeiro turno.
Do outro lado, os dois principais grupos da direita do Maranhão instalados nos governos do Estado (família Sarney Murad) e da capital (Castelo/PSDB) também não devem sair unidos no primeiro turno, embora não saibamos de antemão a intensidade de fogo e contra-fogo que veremos nesse campo, embora daí não devamos esperar muito, pois se os colocamos aqui no mesmo campo é pela profunda identidade ideológica, de método e de resultados de gestão em termos de catástrofe social, o que não é pouco. Até porque seria difícil para esses grupos se chocarem sem passar aquela imagem do “sujo falando do mal lavado”. Os dois governos devem chegar a 2012, ao que tudo indica, acumulando mais riqueza no bolso dos governantes e péssimos índices sociais no outro lado da balança. E, como sabemos, a direita mais enriquecida é sinal mais que certo de abuso do poder econômico, um sério entrave à democracia no país e o principal por estas bandas. O provável é que as can didaturas expressivas deste campo tenham relação abrandada, embora a de Castelo seja o alvo preferencial de todos na corrida para substituí-lo.
O PT, tal qual em 2010, será o ponto nevrálgico da disputa de 2012. O que diz muito de sua importância política, mas muito também de sua infeliz atuação no momento atual, em que uma ala do partido participa do governo dos Sarney Murad. Participação pífia num governo que não tem uma única notícia boa pra contar. 2012 é uma boa oportunidade para esta ala começar a se desvencilhar desse caminho, ajudando a criar uma alternativa política de esquerda para São Luís e para o Maranhão, já que 2012 é passagem para 2014. Da mesma forma, é desafio para o grupo Resistência Petista e para o próprio dep. Bira buscarem prioritariamente a unidade do partido, sem vender a alma, preservando posições fundamentais que permitam seguir em frente com coerência no pós-2012, ou, se não houver outra possibilidade internamente, construir a vitória nas prévias do melhor nome de que o PT dispõe para a tarefa de enfrentar o ex-governador biônico ora instalado na Prefeit ura.
Papel não de pouca monta tem também o PDT, apesar de ter saído bastante enfraquecido de 2010. Mas sua situação não é menos complicada. Apesar de historicamente antagônico à oligarquia Sarney – se bem que até isto se encontra mitigado atualmente –, parece confortável encastelado na Prefeitura ao lado daquele que outrora foi seu principal antagonista, um oligarca que conduz o pior governo de que se tem notícia em São Luís, só comparável nesses termos, talvez, ao de Gardênia. Trata-se de contradição da mesma natureza daquela em que o PT se encalacrou no governo do Estado. Há, porém, no PDT da Ilha Rebelde alguma resistência. Há quem queira resgatá-lo para a posição anterior, mais à esquerda. Mas terá êxito? E, se tiver, sobreviveria politicamente sem o maquinário público municipal?
A oligarquia fará de tudo para tirar o foco do “melhor governo da vida” de Roseana Sarney e para isso deve abraçar uma candidatura que não seja tão emblemática de seu fracasso no governo do Estado. Ou mesmo várias, como fez em 2008. E é neste rumo que pressionará o PT do vice-governador.
Castelo precisa de aliança ampla para forjar tempo de propaganda eleitoral, e, além de poder econômico, tem o aparato administrativo que usará para, entre outras coisas, manter o PDT do seu lado. O que, aliás, já vem acontecendo, a exemplo do retorno ao ninho tucano do PPS de Othelino Neto e Miosótis, ex-candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino. Segue neste mesmo sentido, se confirmado, a saída do deputado federal Pinto da Itamaraty (PSDB) para assumir secretaria municipal com orçamento polpudo, tomando o seu lugar na Câmara Federal o suplente Weverton Rocha, com o apoio do Ministro do Trabalho do governo Dilma, Carlos Lupi (PDT).
Pela esquerda há, como sempre, boas possibilidades em São Luís. Mas pra isso é preciso voltar o foco para os movimentos populares e suas lutas concretas. Para o trabalhador e a população pobre, que não devem estar satisfeitos com o mais sucateado e irracional sistema de transporte público do país, e um dos mais caros; com as ruas esburacadas; com a Educação e a Saúde colapsadas; com o patrimônio público cultural e arquitetônico abandonado; com a paralisação das obras do PAC Rio Anil; com falta de trabalho e renda; com a falta de participação popular; com a falta d’água; e até com a intensificação do calor na Ilha, graças à ausência de transparência e controle social (de fiscalização), bem como de um Plano Diretor para a cidade que impeça a paulatina destruição de áreas verdes em nome do rápido e vertiginoso enriquecimento imobiliário de poucos.
De tudo isso, muitas dúvidas quanto ao quadro político a se configurar para 2012. Uma quase certeza: haverá segundo turno. Uma certeza que pode ser vista a olhos nus: a Ilha de São Luís está sendo devastada. E uma perspectiva a ser construída: a saída é pela esquerda. Daí a necessidade premente de candidaturas como a de Bira do Pindaré, que só terá sentido se for para liderar um bloco de oposição ao PSDB de Castelo, com caráter polarizador e mobilizador, para vencer e governar a capital do Estado com foco no desenvolvimento sócio-econômico e na transformação da cidade.
*Ex-secretário de Juventude do PT/MA e servidor público do MPF/SP
**Administrador, especialista em Sociologia (Uema), mestrando em Ciências Sociais da PUC/SP. E membro do Diretório Estadual do PT/MA

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Diretórios de 15 municípios do PT do Maranhão reafirmam luta contra oligarquia Sarney

CARTA DE IMPERATRIZ



Militantes e dirigentes municipais e estaduais do PT reunidos em Imperatriz-MA, com a presença do deputado Bira do Pindaré e do fundador do partido Manoel da Conceição, no dia 09 de abril 2011, estando presentes 14 municípios ao final listados, decidiram:

1- Continuar a luta pela manutenção do PT do Maranhão fiel à sua tradição de luta por um estado verdadeiramente democrático, tendo como foco principal a defesa dos interesses da maioria de sua população e o consequente fim do modelo oligárquico de dominação política.

2- Armar o partido para o próximo embate eleitoral, de 2012, com a reativação do programa de formação política e de organização pela base, com ênfase na formação de fortes bancadas de vereadores e alianças consistentes para as prefeituras, visando acumular força para as eleições de 2014.

3- Reafirmar a independência do partido, em relação ao grupo que governa o estado há mais de 40 anos.

4- Construir um programa de desenvolvimento para o Maranhão, com forças políticas e sociais democrático-populares e de esquerda visando à construção de um bloco histórico como base para a disputa de poder no estado, fortalecendo nossas lideranças em pontos estratégicos do estado.

5- Dar integral apoio ao movimento dos professores por uma melhor educação para todo o povo do Maranhão, contra a violência e intimidação estatal que hoje fere a luta dos docentes.

6- Criar um foro regional de discussão política, com representantes das direções municipais, com vista à criação de um projeto estratégico de organização e disputa de poder para os municípios da região, com base operacional em Imperatriz e debates itinerantes em toda a região.





Imperatriz, 09 de abril de 2004.



Municípios presentes: Imperatriz, Amarante, Buriticupu, Buritirana, Campestre, Carolina, Cidelândia, Estreito, Governador Edison Lobão, João Lisboa, Lajeado Novo, Ribamar Fiquene, Senador La-Rocque e Porto Franco.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que é ser comunista hoje? Entrevista com Valter Pomar







Isto é: Como vc analisa a trajetória histórica do PCdoB, considerando que o
partido surgiu de uma facção do antigo Partidão, participou da resistência à
ditadura, inclusive organizando a guerrilha do Araguaia, e acabou
sobrevivendo na democracia, em condições melhores do que experiências como o
PPS ou mesmo o PCB, que hoje é uma sigla sem expressão?

 Valter Pomar: O PCdoB ocupa, no cenário político brasileiro, um espaço semelhante
 aquele que o velho PCB teria ocupado nos anos 1950 e 1960, se não tivesse
 sido cassado e proibido de disputar eleições.
 Quanto acabou a ditadura Vargas, os comunistas do Brasil tiveram um ótimo
 resultado eleitoral. E quando começou a guerra fria, em todo o mundo
 capitalista, inclusive no Brasil, os comunistas foram perseguidos. Por isso,
 o PCB foi colocado na ilegalidade, foi proibido de lançar candidatos com sua
 própria legenda etc.
 Se não tivesse ocorrido esta perseguição, acredito que o PCB dos anos 1950
 e 1960 teria tido uma força equivalente a que teve o PC chileno ou o PC
 italiano.
 A questão é: por qual motivo o PCdoB, originalmente com 10% do tamanho
 total do velho PCB, conseguiu ocupar este espaço? Por qual motivo o Partido
 Comunista Brasileiro, que manteve 90% dos militantes do antigo PC,
 transformou-se num partido tão pequeno, seja na versão de esquerda (PCB),
 seja na versão de direita (PPS)?
 Há vários motivos. Cito alguns:
 1) primeiro, o "Partidão" (ou seja, o PCB após o racha de 1962) foi
 desmoralizado pelo golpe militar; então, muitos de seus dirigentes e
 militantes romperam com o Partido, engrossando várias das organizações de
 luta armada;
 2) segundo, o "Partidão" teve uma tática excessivamente recuada no final
 da ditadura militar, perdendo ou não estabelecendo vínculos com a
 combatividade que a classe trabalhadora demonstrou no final dos anos 1970,
 início dos anos 1980;
 3) terceiro, o "Partidão" não percebeu o papel do Partido dos
 Trabalhadores, enquanto o PCdoB já em 1989 passou a integrar a Frente Brasil
 Popular, que lançou Lula candidato a presidência da República;
 4) quarto, o "Partidão" foi altamente impactado pelos efeitos da crise e
 desmanche da URSS, enquanto o PCdoB conseguiu lidar melhor com esta crise.
 Resumidamente: enquanto a maioria do já combalido "Partidão" guinou para a
 social-democracia, o PCdoB resistiu a isto.
 Portanto, o desempenho atual do PCdoB não me surpreende. Basta ter
 democracia política, para que haja espaço para todas as facções existentes
 na classe trabalhadora.
A questão, na minha opinião, é outra: conseguirá o PCdoB evitar os mesmos
 desvios que afetaram o PCB dos anos 1950 e 1960?

 IE- Quais princípios históricos do Comunismo vc acha que foram abandonados
 e quais ainda são válidos hoje em dia? Quais estão presentes do PCdoB?

VP: O comunismo é a expressão teórica e ideológica de um processo objetivo,
a saber, a crescente produtividade da sociedade humana, produtividade que
torna totalmente anacrônica a exploração do trabalho, as classes sociais e a
propriedade privada dos grandes meios de produção. *
Por isso, continua totalmente válido falar que o capitalismo é um modo
de produção histórico, que não é nem será eterno; um modo de produção
 contraditório em si mesmo; contradição que pode resultar tanto na destruição
 da sociedade humana, quanto pode resultar na substituição do modo de
 produção capitalista pelo modo de produção comunista; sendo que a transição
 entre o capitalismo e o comunismo é um processo, chamado geralmente de
 socialismo, que pode durar até séculos; a revolução política, em que a
 classe trabalhadora toma o poder, é um momento essencial deste processo.*
 *Na minha opinião, ser comunista, ao menos do ponto de vista das idéias,
 significa compartilhar destes princípios.
 Na minha opinião, do ponto de vista das idéias existem comunistas no
 PCdoB, no PCB, no PSTU, no PSOL, no PT, noutros partidos e mesmo fora dos
 partidos.
 Outra coisa é definir a estratégia e a tática adequadas para transformar
 estes princípios em realidade. Parte das diferenças existentes na esquerda
 derivam da existência de diferentes estratégias e táticas.
IE: Você acha contraditório que um partido combativo e ideológico como o
 PCdoB seja visto hoje lutando por migalhas no Governo federal, reclamando de
 ter perdido espaço no Esporte e na Cultura, por exemplo? O fisiologismo
 venceu a ideologia?
VP: Acho esta pergunta preconceituosa.
 Fui secretário de cultura, esportes e turismo na prefeitura de Campinas
 (SP).
 Não acho que esportes e cultura sejam migalhas, nem acho que disputar
 recursos e influência no governo seja disputar migalhas.
 Considero que todos os partidos que participaram da coligação que elegeu
 Dilma têm pleno direito a influenciar, participar e dirigir o governo.
 O problema de fundo, na minha opinião, não é do PCdoB nem de nenhum outro
 partido, mas sim da metodologia geralmente utilizada para compor governos no
 Brasil. Esta metodologia estimula uma disputa entre os partidos vitoriosos,
 após o processo eleitoral. Isto deveria ser resolvido antes e de maneira
 mais clara, rápida e direta*.
 IE- Alguns analistas dizem que o PCdoB deve sua sobrevivência ao PT,
 vencendo eleições aqui e acolá sempre em coligação. Concorda?
VP: Não concordo.
 Acho que existe espaço, no Brasil, para um partido como o PCdoB, em
 convivência com o PT.
 De forma similar a como existia espaço, nos anos 1950 e 1960, para um
 partido como o PCB convivendo com o PTB.
 No que me diz respeito, eu gostaria que o PCdoB, o PSB e o PDT tivessem
 uma relação ainda mais próxima com o PT.
  Isto ajudaria a depurar todos estes partidos, reduzindo a influência dos
 setores pragmáticos e social-liberais que existem em todos eles, em maior ou
 menor medida.*

A entrevista foi concedida à Revista Isto é
Valter Pomar é integrante do Diretório Nacional do PT