quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Conluio entre Prefeitura, Justiça do Trabalho, empresários do transporte coletivo e motoristas e cobradores de ônibus em desfavor ao direito de ir e vir em São Luís


Por Bruno Rogens
Mais uma vez São Luís dá mostras de que anda na contramão do que acontece no Brasil dos últimos anos. A capital do Estado do Maranhão se tornou uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes mas ainda está longe de poder ser considerada uma metrópole. Os diversos problemas estruturais da cidade vêm se acumulando e ameaçam deixar a cidade em colapso urbano em plena nas comemorações dos 400 anos de fundação. Só para citar é preciso dizer que a cidade ainda sofre um crônico problema de abastecimento de água potável à seus cidadãos. É importante deixar claro que os dois maiores responsáveis pelo acúmulo de problemas da cidade chamam-se Tadeu Palácio (ex-PDT, hoje PP) e João Castelo (PSDB), respectivamente ex-prefeito e prefeito da cidade, além do grupo Sarney que “comanda” o Estado há quase meio século. Tadeu Palácio governou a cidade por 8 anos quando os problemas estruturais de trânsito por exemplo começavam à incomodar e poderiam ter sido amenizados ou resolvidos. João Castelo está no último ano do mandato e simplesmente não fez nada de significativo nestes 3 anos de (des)governo. Agora às vésperas das eleições tenta maquiar os problemas estruturais de trânsito, por exemplo, aplicando uma nova camada asfáltica e pintando meios-fios das principais avenidas. Como se não bastasse, comete o impropério de prometer até outubro a entrega de linhas do chamado Veículo leve sobre trilhos-VLT ligando o Centro ao São Cristóvão. Haja cara de pau.

Para piorar a lambança, agora entra em cena a teatral e esperada greve dos motoristas e cobradores de ônibus, em um enredo que está ficando enfadonho, se não fosse trágico, para os usuários do transporte coletivo da cidade, na sua grande maioria humildes trabalhadores e trabalhadoras. O enredo é conhecido. A categoria dos rodoviários faz uma greve de advertência e reivindica melhorias salariais. Os donos de empresas de transporte coletivo respondem dizendo que não podem dar aumento salarial devido ao saturamento da folha de gastos das empresas e pela iminência da falência do sistema de transporte. O medo e a chantagem pairam na cabeça dos acomodados usuários de transporte coletivo da cidade com medo de não ir ao trabalho e ter o salário descontado ou mesmo perder o emprego. A justiça do trabalho acompanha tudo e se arvora árbitra legítima do litígio. O prefeito João Castelo observa tudo do alto das confortáveis sala do palácio de La Ravardiere. Motoristas e cobradores decretam a greve. A justiça decreta a circulação de uma percentagem de coletivos para evitar o caos generalizado. Os dias passam. O impasse se acirra, a situação nas ruas fica mais tensa. A polícia, como sempre, é eficiente e ágil quando se trata de defender a propriedade dos poderosos. E a mágica e fantástica solução encontrada por todos esses agentes em disputa é: aumentar a passagem dos coletivos na cidade.

O conluio entre Prefeitura, Justiça do Trabalho, motoristas e cobradores, e empresários dos transportes só não tem a participação do povo trabalhador e usuário de transporte coletivo da cidade de São Luís, que nunca é ouvido nas mesas de negociação sobre as condições do seu constitucional direito de ir em vir com dignidade. Aliás, a resposta que os usuários de transporte vêm dando ao caos instalado no sistema de transporte urbano é mais caos, vide as recentes manifestações nos terminais de integração da Cohama, Praia Grande e São Cristóvão. E o resultado é que o usuário de transporte coletivo em São Luís sai duplamente punido: primeira pela vergonhosa qualidade do sistema de transporte público da capital e segundo pelo aumento da passagem que visa garantir: mais impostos para a prefeitura, mais salário para os motoristas e cobradores e mais lucro para os empresários do transporte. E assim seguem felizes políticos, financiadores de campanha e burocratas do judiciário, enquanto a população segue oprimida por um sistema vergonhoso de transporte.

A falta de espírito público e a inanição da sociedade civil em reivindicar melhorias do sistema de transporte público da capital é uma especificidade maranhense. Não que não existam espertalhões e povo apático em outras cidades do Brasil mas aqui essa apatia e falta de compreensão do seu papel como cidadão assumem contornos singulares, fruto dos anos de uma cultura política predatória e patrimonial, sobretudo da classe política que é muito competente em desviar milhões para seus negócios pessoais e incompetentes em prover, por exemplo, aulas regulares para as crianças de São Luís. Em outras paragens temos uma situação, que não é a ideal, mas que revela avanços do ponto de vista da gestão do sistema de transporte público. Vejamos o caso de Fortaleza.

Em Fortaleza as concessões estabelecem um sistema de remuneração das empresas por quilometro rodado e não por passageiro transportado. Esse sistema permite que as tarifas da cidade sejam uma das mais baratas do país considerando as distâncias percorridas pelas linhas de ônibus. A passagem custa R$ 2,00. A meia passagem de R$ 1,00 é ilimitada a qualquer estudante com carteira emitida pelas entidades estudantis com base no cadastro das escolas. Nas escolas públicas e nos casos de alunos do PROUNI a prefeitura paga a confecção das carteiras e os alunos à recebem gratuitamente. Aos domingos há a tarifa social de R$1,40 para todos com a meia passagem de R$ 0,70 para estudantes com a carteira. Existe também a hora social em que, fora dos horários de pico o usuário do transporte coletivo paga somente R$1,80 e a meia à R$0,90. A frota dos ônibus de Fortaleza tem média de menos de 5 anos e a prefeitura está providenciando corredores exclusivos nas principais avenidas da cidade. Além disso a cidade ainda contará em breve o Veículo leve sobre trilho, obra que já está em andamento. Em Fortaleza Liziane Lins (PT) está encerrando o seu segundo mandato e à se contar pelas políticas de transporte público implantadas acredito que o povo de Fortaleza vai querer continuar nesse rumo.

Enquanto o cenário eleitoral que se avizinha em São Luís dá sinais de que o eleitor não terá muitas boas escolhas a fazer nas eleições de outubro a cidade praticamente agoniza com problemas estruturais em quase todas as áreas. Situação agravada pelo explícito e asqueroso conluio entre detentores de mandatos públicos, agentes do judiciário que sempre julgam em favor dos poderosos, empresários do setor de transporte, e a mesquinhez dos interesses corporativistas da categoria dos trabalhadores em transporte que não exitam em punir a população na busca dos seus, legítimos, diga-se de passagem, direito à melhor remuneração. Nesse enrendo sombrio que precede as comemorações pelos tão propalados 400 anos da cidade só quem se dá mal é o povo.

Bruno Rogens
Cientista Social, professor de Sociologia e Ciência Política

terça-feira, 15 de maio de 2012

CPI do cachoeira: Pela investigação da Veja



Vexame: o assunto do momento
Veja desta semana (edição 2269, de 16 de maio) dedica capa e parte do miolo à auto-defesa.

Previsível: os laços entre Policarpo Júnior (apresentado como "um dos mais competentes jornalistas investigativos do Brasil") e o criminoso Cachoeira precisam mesmo ser explicados e justificados.
A auto-defesa de Veja inclui mais um ataque contra Rui Falcão, presidente nacional do PT. Uma curiosidade: Falcão é jornalista e trabalhou na editora Abril, mais exatamente na direção da revistaExame.

Veja dedica 5 páginas ao ataque contra o presidente do PT, num texto intitulado "Falcão e os insetos". Para efeito de comparação, a matéria de capa ("A incômoda liberdade de imprensa") ocupa 8 páginas. A entrevista com o ex-procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, merece 1 página e 1 coluna.
O pretexto para atacar Rui é a acusação de que a campanha no twitter contra a Veja seria alimentada, parcialmente, por robôs e por perfis peões. Veja acusa indiretamente o PT, a quem considera motivado pelos ensinamentos de um "comunista tão terrorista quando Lenin ou Stalin": Antonio Gramsci!!!
Como é óbvio, Veja não tem provas para sustentar sua acusação.
Além de revelar o incômodo (e os previsíveis estragos comerciais) da revista e da editora, incômodo causado pela reação cada vez mais ampla à hipocrisia de seu "jornalismo" criminoso, a fúria contra Rui Falcão e contra o PT tem uma causa mais profunda: a defesa que o presidente do Partido faz da democratização da comunicação.

Ao atacar Rui, dura e pessoalmente, Veja e outras publicações do mesmo tipo têm como objetivo intimidar. Como é óbvio, a fulanização do ataque é mera cortina de fumaça: o alvo do ataque é a instituição partidária, o conjunto do PT.
Também por isto, é fundamental que a militância petista, parlamentares e governantes, dirigentes e figuras públicas, venham a público defender o Partido, o presidente do Partido e, principalmente, defender a democracia nos meios de comunicação e no país, democracia posta em questão pelo conluio entre o crime organizado, setores da mídia e do aparato de Estado.
Direção nacional da Articulação de Esquerda
14 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CPT contesta declaração de delegada geral de polícia do Maranhão


NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO
 
ÀS DECLARAÇOES DA DELEGADA GERAL DE POLICIA DO MARANHÃO
 
Em entrevista dia 04 de maio de 2012, concedida à TV Mirante/Globo, a Delegada-Geral do Maranhão, Maria Cristina Resende afirmou que em relação aos assassinatos no campo  “não há disputas agrárias envolvidas. Trata-se de problemas pessoais entre vizinhos, nos assentamentos, ou de acertos de contas do tráfico de drogas, em áreas indígenas.” No dia 05 de maio de 2012, em entrevista ao  Estado do Maranhão, a Delegada-Geral afirmou que  “crime de pistolagem passa por tomada ou manutenção no poder, de grupos que contratam outros grupos armados, para essa manutenção”.
O Estado do Maranhão é Terra com Lei: lei da bala, da marra, do tiro e da pistolagem. Os inúmeros casos trazidos pela CPT atestam que uma onda criminosa sempre esteve presente no interior do Maranhão e, em decorrência do apoio oficial do Estado do Maranhão, pistoleiros tornaram-se personagens famosos, como o “lendário” Jararaca e Cearense Carlos, responsáveis pela matança de dezenas de trabalhadores rurais de Santa Luzia, ou do alcunhado como Pernambuco, com forte atuação até recentemente, na zona rural de Caxias, Aldeias Altas e Codó, a serviço da Empresa Costa Pinto.
No Maranhão, pistolagem anda junto com grilagem, latifúndio, reintegração de posse e com sucessivos governos que arrasaram essas terras.
Os dados referentes à violência no campo indicam que a ação oficial do Estado do Maranhão, ao abrir suas fronteiras agrícolas (Lei de Terra  2.979 de julho de 1969) através da espoliação de milhões de hectares de terras pertencentes aos camponeses, ribeirinhos, índios, quilombolas e posseiros, foi responsável pela passagem da matança ao genocídio contra centenas de comunidades. Assim, como um adágio, as afirmações da Delegada se inserem nas repetições históricas não como tragédia, mas como farsa!  E, com certeza, foram recebidas efusivamente por pistoleiros e seus patrões.
As mortes denunciadas pela Comissão Pastoral da Terra se relacionam profundamente: todas as vítimas eram lideranças políticas em suas comunidades, denunciavam arbitrariedades cometidas por agentes privados e públicos. Nesse sentido, os assassinatos cumprem a trágica função de manutenção do status quo de grupos políticos e econômicos que dominam o Estado do Maranhão.
As afirmações da Delegada Geral são levianas e equivocadas. Por que o assassinato de um jornalista do império da comunicação do grupo oligárquico que domina o Maranhão é classificado como crime de pistolagem/encomenda e o assassinato de lideranças camponesas e indígenas, brigas entre vizinhos e/ou acerto de contas do tráfico de drogas? É verdade que as MOTIVAÇÕES são muito diferentes e os mundos dos dois são infinitamente diferentes e opostos.
As afirmações se assentam no velho e repugnante preconceito racial e/ou de classe. Raimundo Borges, assassinado no dia 14 de abril de 2012, em Buriticupu, era um retirante da seca, desterrado pelas cercas do latifúndio, um homem que lutou dignamente por um pedaço de chão para si e para milhares de outros companheiros e companheiras. Maria Amélia Guajajara, assassinada em 28 de abril, era mulher indígena em luta pela dignidade do seu povo e em defesa do território.
A Comissão Pastoral da Terra reafirma que a pistolagem no Estado do Maranhão é mecanismo político utilizado por latifundiários há décadas com o objetivo de eliminar fisicamente qualquer antagonismo aos domínios das velhas cercas oligárquicas que transformaram o Maranhão em terra dos mais baixos índices de qualidade de vida.
 
 
São Luís – MA, maio de 2012
 
 
Coordenação Regional
CPT MA

domingo, 1 de abril de 2012

Terezinha Fernandes defende-se de "denúncias"

Ontem diversos blogs e jornais maioria ligados ao grupo de Roseana Sarney e ao PSDB divulgaram denúncias(ver aqui) do Ministério Público Federal contra a ex-deputada Terezinha Fernandes. As matérias davam tom de condenação  pública antes mesmo de qualquer defesa. Conheço bem Terezinha Fernandes, tive a honra de estar seu assessor parlamentar nos últimos dois anos de seu mandato de deputada Federal e sei de sua idoneidade nos quase 30 anos de vida publica. Já não tinha dúvidas de sua inocência e reafirmo isso depois de sua resposta abaixo:
NOTA À IMPRENSA
Invocando o direito constitucional à ampla defesa e o princípio universal do contraditório, requeiro a divulgação da Nota abaixo em resposta à matéria divulgada em 29/03/12.
Terezinha Fernandes, ex-Secretária do Trabalho e Economia Solidária do Estado do Maranhão nos anos de 2007 a abril de 2009, vem a público responder matéria veiculada na imprensa local no dia 29/03/2012, acerca de denúncia feita pelo Procurador Federal Juraci Guimarães, sobre possíveis irregularidades em processos licitatórios durante sua gestão na citada Secretaria.
Preliminarmente informo que o Ministério Público Federal ainda não me notificou, preferindo primeiro enviar nota à imprensa sobre a denúncia feita. Passo a responder, portanto, as matérias veiculadas na mídia, no sentido de esclarecer os fatos expostos.
1 – A matéria fala em desvio de cerca de três milhões de reais e cita três Cartas Convites, as de números 15/2007; 16/2007 e 17/2007. As três Cartas Convites citadas resultaram na contratação de serviços nos seguintes valores:
Convite nº 15/2007 –     R$ 38.920,00;
Convite nº 16/2007 –     R$ 19.504,00;
Convite nº 17/2007 –     R$ 69.675,00.
Os três convites totalizam, portanto, R$ 128.099,00.
2 – Todos esses processos licitatórios foram feitos de acordo com o determina a legislação em vigor e os serviços contratados foram devidamente prestados.
3 – Repudio a afirmação de desvio de qualquer natureza, bem como a colocação da cifra de R$ 3 milhões de reais sem nenhuma explicação, que serve apenas para a destruição de imagem de pessoas e não para o esclarecimento da sociedade. Acredito que devem estar se referindo ao convênio 42/2006 firmado (na gestão anterior à minha) entre o Ministério do Trabalho e Emprego e a SEDES, no valor de R$ 2.956.860,00. Desse total, a SEDES aplicou ainda em 2006 o valor de R$ 1.036.172,85, passando para minha gestão um saldo de R$ 1.560.687,15. A secretaria por mim dirigida acabara de ser criada, não tinha orçamento e com tarefas grandiosas a realizar. Conseguimos a prorrogação do Convênio em apreço para 30/05/2007. Aplicamos R$ 843.987,48 e devolvemos aos cofres da União R$ 716,699,67. Por que essas informações não foram colocadas na Nota do MPF? Por que a Nota do MPF não informa a sociedade sobre a fiscalização da parte desse convênio que foi aplicada na gestão anterior?
4 – Da parte desse Convênio (42/2006) que foi aplicada em minha gestão (R$ 843.987,48), estão sendo questionados pela matéria os citados convites 15, 16 e 17, todos de 2007, que contrataram serviços no valor total de R$ 128.099,00, cujos objetos foram devidamente cumpridos.
5 – No âmbito da Justiça, vamos discutir todas as questões formais questionadas no Processo para provar a correta aplicação dos recursos. Lamentamos a maneira como esses eventos foram divulgados, sem as informações básicas que apresentamos acima, passando à população uma visão parcial que já traz consigo uma condenação implícita.
São Luis, 29 de março de 2012
Terezinha das Neves Pereira Fernandes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MANIFESTO DE LAÇAMENTO DA PRÉ-CANDIDATURA DE BIRA – PREFEITO DE SÃO LUÍS PELO PT.

 “... Com as bandeiras nas ruas ninguém pode nos calar. E quem nos ajudará, a não ser a própria gente...”
César Teixeira – Oração Latina.
 
Está decidido que o PT terá candidatura própria a prefeitura de São Luís. Estamos diante de um processo de escolha desse candidato. O povo maranhense e a mídia acompanham atentos ao desfecho final dessa disputa. Em 2010, aconteceu o mesmo para saber quem seria o candidato a Governador do Maranhão. O PT na época escolheu, por maioria dos delegados (as) em encontro, que seria Flávio Dino (PC do B), mas a direção nacional decidiu intervir para que o PT apoiasse a candidatura de Roseana Sarney (PMDB).
Neste momento vivemos a continuação da disputa, só que agora a escolha é para saber quem será o candidato a prefeito se: BIRA (o candidato do PT de base) ou Washington Oliveira (o candidato indicado pela oligarquia).
A candidatura do BIRA expressa o sentimento de vários coletivos, organizados no campo político RESISTÊNCIA PETISTA, que reúne diversas correntes anti-oligarquia do PT-MA, como Militância Socialista, Articulação de Esquerda, Coletivo Reage PT, Democracia Socialista, Mensagem ao Partido Coletivo Reboliço, militantes históricos, lideranças dos movimentos sociais, profissionais liberais e intelectuais do petismo local e nacional.
A configuração deste campo político expressa a posição firme de assegurar uma candidatura do campo democrático-popular em São Luís, pautada nas marcas simbólicas que sempre caracterizaram o PT: a participação, a democracia, a inclusão social, o desenvolvimento e a geração de oportunidades, emprego e renda para a nossa população.
São estas marcas que diferem a candidatura de BIRA em relação à outra, que preferiu a comodidade do alinhamento à oligarquia Sarney, desperdiçando a oportunidade de construir uma frente de poder real e libertação do Maranhão.
Nossa candidatura está sintonizada aos princípios do desenvolvimento sustentável que pautam os grandes debates nacionais e internacionais. São Luís, cidade histórica, destino turístico internacional, precisa ter uma administração competente, capaz de proporcionar inclusão social aos seus moradores e receptividade aos seus visitantes.
Nossa capital está prestes a comemorar seus 400 anos, e o caos está instalado. Podemos mudar esta triste realidade. A atual gestão fracassou, não cumpriu sequer as promessas de campanha. O governo do Estado também não ajuda, pelo contrário, se puder atrapalha. Falta tudo: água, segurança, iluminação, trânsito, saúde, educação, áreas de lazer, cultura.
A administração de Bira contará com o apoio e os projetos do Governo Federal.  A gestão de Bira do PT priorizará a participação popular, transparência administrativa e inversão de prioridades, desta forma, podemos construir “outros 400” anos para nossa querida cidade.
A candidatura de BIRA reúne base social, prática política, experiência administrativa, amor pelo PT militante e a vontade de transformar sonhos e lutas em programas concretos para transformar São Luís.
Temos as condições de construir na candidatura de BIRA, a força e o brilho da militância petista, de base, criativa e inovadora, enraizada em cada rua de nossa cidade, capaz de conquistar o coração e o voto dos (das) ludovicenses.
Lançamos a pré-candidatura de BIRA A PREFEITO DE SÃO LUÍS para concorrer às prévias indiretas do PT.  Nesse sentido, convocamos os mais de 4.000 filiados (as) do Diretório Municipal para a eleição dos delegados (as) que participarão do encontro e terão o poder de escolher quem será o candidato do PT a prefeito de São Luís.
Saiba que o candidato dos petistas é BIRA-PREFEITO DE SÃO LUÍS. O outro é o candidato da oligarquia.
Este momento é decisivo para o PT e para o fortalecimento da sua democracia interna, no momento em que o partido completará 32 anos, construído pela base com a contribuição decisiva de cada militante.
Bira é deputado estadual, advogado, bancário da Caixa, professor, tem mestrado em Políticas Públicas (UFMA), com uma vasta militância na Pastoral da Juventude e no Movimento Estudantil. Foi presidente do Sindicado dos Bancários, Delegado do Trabalho no primeiro mandato do presidente Lula, é filiado ao PT há mais de 20 anos. Já foi candidato a vereador, senador em 2006 (quando obteve mais de 500 mil votos), vencendo João Castelo em São Luís (na época candidato a Senador).
Por fim, ratificamos que existem duas candidaturas na disputa das prévias indiretas do PT de São Luís. Portanto, não podemos deixar que mais uma vez o Palácio dos Leões escolha o candidato que o Partido dos Trabalhadores deverá apoiar.
A candidatura do BIRA A PREFEITO DE SÃO LUÍS representa a possibilidade de união do campo democrático popular e da vitória contra o candidato do PSDB, que tem feio uma administração catastrófica.
Conclamamos todos (as) os/as filiados (as) a votarem nas chapas de delegados (as) que apóiam a candidatura de BIRA - PREFEITO DE SÃO LUÍS e dizer o NÃO à intervenção de Sarney no PT, que quer nomear o candidato do nosso partido.
Pedimos o seu apoio e o seu voto para termos uma candidatura com a cara, a força, o brilho e a criatividade do PT de massas e lutas.


O VERDADEIRO PT NÃO SE RENDE!

Assinam este manifesto a Resistência Petista, campo político que reúne diversas correntes anti-oligarquia do PT-MA, como: Militância Socialista, Articulação de Esquerda, Coletivo Reage PT, Democracia Socialista, Mensagem ao Partido, Coletivo Reboliço, e militantes históricos, lideranças dos movimentos sociais, intelectuais do petismo local e nacional, como Manoel da Conceição, deputado federal Dutra, ex-deputado estadual Valdinar Barros, Augusto Lobato, Sílvio Bembem, Márcio Jardim, Francisco Gonçalves, Luís Carlos Cintra, Terezinha Fernandes, Jomar Fernandes, Joãozinho Ribeiro, Nelsinho Brito, Moisés Nobre, Bruno Rogens, Genilson Protásio, Luís, Raimundão, Leide Silva, Ed Wilson, Marlon Botão, Marlon Henrique, Ana Margarida, Janete Amorim, Paulinho Jorge, Genilde Reis, Mariano Martins, João Batista (Xibé), Natanael Araújo, Irene Silva, Raimundo Campos, Thayzya Martins, Prof. Joan, Carlito Reis, Creuzamar de Pinho, Paulo Oliveira, Campos, Zé de Deus, Ricardo Ferro, Vicente Mesquita, Joseane Gamba, Salvador Fernandes, Bernardo Felipe, Genilson Alves, Mary Ferreira, Natan, Genésio, Malu, Ivaldo Coqueiro, Júnior Catatau, Isaura... Dirigentes nacionais Valter Pomar, Renato Simões, Gilney Viana, Acrisio Mota, Raul Pont, Iole Ilíada, dep. Mauro Rubem e tantos outros,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Punição ao assasino de Flávio Pereira

Dona Alba e amigas de Flávio

Há cinco anos a vida do amigo e professor Flávio Pereira, o Flavão, era ceifada de maneira brutal e covarde no retorno da forquilha em São Luís. Um banal incidente de trânsito chegou às vias de fato quando o policial civil Olivar Aguiar Cavalcanti decidiu disparar de dentro do seu carro contra o peito de Flávio Pereira. Passados cinco anos desse absurdo a justiça comete mais outro ao não dar celeridade ao processo que puna o assasino e o tire do convívio social.
Há 2 anos a mãe de Flávio Dona Alba, reclamava por celeridade no processo que podia conforatar a dor de uma mãe que viu a vida de seu filho ser cessada de maneira tão brutal. Eis a carta:

Carta da sua mãe Alba

É pela indignação,pelo amor de mãe,e de toda uma família,que peço JUSTIÇA pela morte do meu filho FLÁVIO PEREIRA DA SILVA,um homem de bem,que lutava pela sociedade,contra VIOLÊNCIA em seus trabalhos de sociólogo,antropólogo e professor da Universidade Federal do Maranhão(UFMA)e Centro Universitário do Maranhão(UNICEUMA).Sua vida foi intorrompida covardemente por um POLICIAL CIVIL(OLIVAR AGUIAR CAVALCANTE),que deveria nos proteger e,mais indignada fico ao saber que continua na corporação.Um ano se passou e as audiências cada vez mais distantes.Por quê um reú confesso demora tanto a ser PUNIDO?Justiça é o meu apelo para que outras famílias não passem pela dor e indignação que a nossa está passando.
LEMBREM-SE QUE A IMPUNIDADE GERA VIOLÊNCIA.
Peço aos amigos que me ajudem nesta luta por JUSTIÇA.

Ass:Alba Maria(Mãe do Flávio)

Amanhã, 25 de janeiro de 2012 as 10:30 na II Vara Criminal da Comarca de São Luís será a Audiência de Instrução e Julgamento da Ação Penal Contra Olivar Aguiar Guimarães que conforme os laudos, as testemunhas e peritos tinha a intenção de matar.

Convido todos os amigos de Flávio Pereira à se fazer presente nessa audiência para demonstrar nossa indignação com a lentidão da justiça e pela condenação do réu através de Juri Popular.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Aos 47... o pensamento crítica respira: sai o e-book de Guerrilhas, coletânea de artigos de Flávio Reis

Flávio Reis em tempo de Guerrilha!!!
2011 vai terminando com um acontecimento capital aos 47 do segundo tempo. Flávio Reis lança seu olhar arguto e certeiro à chocante realidade maranhense com ironia, inteligência, bom humor e sacadas geniais sobre a miséria cotidiana que o poder oligárquico impôs à sociedade maranhense ao longo do longo século XX. Tratando de temas variados como a controversa fundação francesa de São Luís, passando pela invenção da chama música popular maranhense, dialogando com a pecha de jamaica brasileira, expondo as tragédias de nossa miséria social e passando pelo que de bom foi exibido e produzido no universo audio-visual maranhense Flávio Reis lança um olhar necessário àqueles que exigem do pensamento crítico algo para além dos chavões e babações costumeiras da mídia e da ensaísticas locais. 
Viver no Maranhão não é fácil nesse quartel de século para quem exige algo a mais do pensamento, pois as atrocidades estão aí para todo mundo ver a hora que quiser: a consolidação da decadência oligárquica com a a benção, quem diria,  do PT de Lula e do governo federal, a submissão das instituições federais aos mandos do chefe oligarca regional (vide TSE), as instituições estaduais de joelhos aos caprichos de um executivo inoperante e corrupto, a expansão da especulação imobiliária frente aos recursos naturais da ilha, a devastação de babaçuais, a corrupção deslavada na assembleia legislativa, a greve de movimentos sociais reprimida sempre com violência física e simbólica (jurídica, midíatica e etc), o assasinato sistemático de lideranças rurais quilombolas, a buraqueira e falta de infra-estrutura básica que se avoluma nos bairros da ilha... e por aí vai... Contra tudo isso o pensamento crítico respira com a publicação de Guerrilhas lançado pelo selo pitomba em parceria com o jornal Vias de Fato o qual de antemão lanço meus parabéns!

Para quem quiser a versão em e-book do livro ai vai o link: https://docs.google.com/open?id=0B72UxJ7Lnt0-OGJhMDc0NzQtNTM3OC00YzIxLWExM2UtZjI5Y2E1YjUwYTVj


Boa leitura!!!!