quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Por que sou contra a Via Expressa

 


Em primeiro lugar por que é uma obra pública realizada com a intenção de valorizar os negócios da famiglia Sarney e sócios em São Luís. Vejamos: a avenida se inicia nos portões de fundo do CEUMA no bairro do Renascença, e segue ao lado do Shopping Jaracaty, que teve incluisve o seu entorno todo urbanizado em decorrência da obra. Depois passa ao lado do Shopping São Luís que tem Jorge Murad, esposo de Roseana Sarney, como sócio majoritário. Depois segue por onde do lado direito e esquerda temos terrenos loteados que, à se julgar pelas informações que nos chegam, pertecem ao senador Lobão Filho, aliado da famiglia na política e nos negócios. Depois irá desembocar na avenida Daniel de La Touche no Ipase ao lado do Shopping da Ilha, que tem os Sarneys também como sócio.
Em segundo lugar por que está agredindo violentamente moradores da comunidade do Vinhais Velho e aqui trata-se do fator humano. São pessoas que tem famílias, trabalhadoras, que pagam seus impostos e que receberam informação do governo dizendo que teriam que sair das suas casas, aceitar uma indenização chifrin, e que não teriam nada o que fazer, a não ser aceitar isso. Na linha de tiro da avenida estão um empreendimento, que gera emprego e renda para a economia da cidade, e o sitio do Seu Olegário, descendente dos índios Tupinambás, conforme registros em artigos da historiadora Antônia Mota. A região onde se encontra o sítio do Seu Olegário é um verdadeiro paraíso ambiental, com fontes de água pura, um açude e vegetação exuberante.
Depois vem os problemas ambientais. Serão cerca de 6km de avenida quase que totalmente construídas em cima de mangue. As fotos estão fartamente publicadas na internet e nas redes sociais para quem quiser ver a verdadeira tragédia ambiental que é a construção dessa avenida. E aqui cabe um adendo sobre o modelo de cidade que os cidadãos querem: se por um lado querem poder se deslocar livremente com obras de mobilidade urbana, por outro também querem ter o meio-ambiente preservado para uma melhor qualidade de vida na cidade. O grave é que o modelo de governo oligárquico autoritário em vigência não concebe a ideia de que o cidadão deva ser ouvido para tomada de decisões de obras de intervenção pública.
Depois vem o problema da agressão ao patrimônio histórico, cultural e arqueológico da região do Vinhais Velho. Primeiro núcleo de colonização da cidade. Pode-se afirmar com certeza que a cidade começou pelo Vinhais Velho. Uma vez instalado o forte de conquista de São Luís onde hoje fica o Palácio dos Leões, decidiu-se por iniciar o povoamento e a colonização nas aprazíveis terras onde hoje se localiza o Vinhais Velho. A citação é de artigo da historiadora Antônia Mota.

“Em 1757, a aldeia da Doutrina passou a se chamar Vila de Vinhais, com casa de Cadeia e Câmara, Vereadores e Juízes. O Arquivo Público do Maranhão guarda tanto os registros ligados à capela de São João Batista de Vinhais, com seus livros de batismos, casamentos e óbitos, como as atas e Livros de Registro do Conselho Municipal, estabelecido em um sobrado no anterior aldeamento jesuítico (MARQUES, 1970, p. 632).A comunidade estabelecida na antiga Eussouap era tão próspera neste período, que o governador Melo e Póvoas fundou ali uma “fábrica de soque de arroz”, onde foram empregados os outrora missioneiros. Este era um tipo de empreendimento muito comum nos arredores do porto de São Luís, uma vez que na segunda metade do século XVII, o Maranhão era grande exportador de algodão e arroz, sendo as fábricas de beneficiamento localizadas nas margens dos igarapés, aproveitando a força das águas para mover seus engenhos. Existem registros sobre várias destas fábricas nos arredores do porto de São Luís, a partir da Praia do Caju, passando por Santo Antônio, Remédios, Genipapeiro, Camboa, até chegar a Vila de Vinhais.” (Antônia Mota, Vinhais Velho ameaçado pela Via Expressa)


Estabeleceu-se também no Vinhais Velho simpĺesmente a primeira Igreja Católica de São Luís. Um verdadeiro patrimônio histórico-cultural. Outra riqueza de icomensurável valor são os sítios arqueológicos que existem na região. Os artefatos são fartamento encontrados e ajudam a compreender o que se passou no período da colonização. Se forem enterrados junto com a via expressa, será enterrado também os artefatos que ajudariam a entender mais sobre a história de São Luís e do Maranhão. Portanto em tempos de celebrações canhestras sobre os 400 anos de fundação da cidade o Vinhais Velho é um verdadeiro patrimônio histórico-cultural de São Luís que deve ser preservado pelo poder público e não destruído por uma avenida sem noção.
Por último sou contra a via expressa por ela ser um verdadeiro engodo no debate em curso hoje na cidade sobre os graves problemas estruturais existentes. É uma obra que terá um grande custo financeiro, com grave consequencias ambientais, que se afigura flagrante agressão ao patrimônio histórico-cultural e arqueológico de São Luís, e que não ajudará, ou ajudará muito pouco na resolução dos graves problemas de trânsito da capital. À quem ela realmente beneficará eu não sei mas desconfio...
Diante de todas essas objeções é salutar fazer alguns questionamentos:
Onde estava a promotoria do meio ambiente quando as obras começaram à ser construídas?
Onde estava o IPHAN quando o projeto da obra previa a destruição da comunidade do Vinhais Velho e todo seu patrimônio histórico, cultural e arqueológico?
Onde está o relatório de impacto ambiental da obra, já que a mesma está quase toda sendo construída em cima de manguezais?
A que interesses serve o senhor secretário de estado Max Barros que não se pronuncia sobre os direitos da comunidade e quer a todo custo entregar a obra ainda em dezembro deste ano?
Onde estão as escrituras de posse de terrenos do lado direito de esquerdo da primeira parte da obra e onde elas foram lavradas?
Essa regiao, lado direito e esquerdo da primeira parte da obra, não era um parque ambiental, o Santa Eulália?
Diante da propositura de uma audiência pública à ser realizada em breve sobre a questão do Vinhais Velho, esperamos que essas questões venham à tona e mais que isso... as explicações.

Bruno Rogens
Professor
Mestre em Ciências Sociais

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

César Teixeira recusa homenagem da assembléia legislativa e causa constrangimento entre "homenageados"

OUTROS 400. ENTRE OS FRANCESES E OS AFRANCESADOS, CESAR TEIXEIRA FICA COM OS TUPINAMBÁS! Para este vale todas as homenagens! Cesar Teixeira, poeta aguerrido e destemido, lavou a nossa alma, ao recusar a medalha dos 400 anos dada pela Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão. Ele foi um dos 400 homenageados, mas chegou, naquela festa “pobre”, de bermuda, para panfletar conosco, os manifestantes do “Grito dos Excluídos. Um panfleto que diz: “Queremos outros quatrocentos!”, “Assim não dá pra festejar!”. Diante do constrangimento geral, Jose Sarney, Roseana, Lobão e Gastão Viera, que também eram homenageados, saíram pela porta dos fundos, para não encontrar com a panfletagem. Logo eles, que entraram pela porta da frente, sob os holofotes de suas emissoras de TV, com toda a sua comitiva. E Cesar Teixeira, mais uma vez, fez valer a letra de sua música, Flor do Mal, se recusando a “receber do mundo, moeda de cego, que sempre me deram, que eu sempre nego...” São Luís, ilha rebelde, mostra a sua cara! Dá-lhe!
César Teixeira se apresenta Domingo no Festival Cultural Outros 400 no Vinhais Velho.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Vinhais Velho realizará Festival Cultural de Resistência à construção da Via Expressa de roseana sarney


FESTIVAL CULTURAL OUTROS 400
“Comemorando os 400 anos de uma maneira diferente”

Nos dias 8 e 9 de setembro, na comunidade do Vinhais Velho – Recanto dos Vinhais – acontecerá mais um evento em comemoração aos 400 anos da fundação de São Luís. Apesar da vasta programação cultural preparada pela organização, a celebração tem um forte caráter reivindicatório, que marca mais um dos protestos contra a retirada dos moradores da área, considerada uma das comunidades mais antigas de São Luís. As obras estão suspensas, mas existe a possibilidade concreta da paralisação cair e toda a resistência se fará necessária, caso aconteça. A mobilização permanente é insubstituível!
É sob essas condições que o Comitê de Resistência do Vinhais Velho convida as organizações sindicais, centrais sindicais, movimentos populares e sociais, coletivos e indivíduos a virem construir conosco este importante instrumento de luta e à participar do Festival Cultural Outros 400!!!


PROGRAMAÇÂO:

*Pista Livre de Street Skate e Street Bike o dia todo nos dois dias e grafitagem ao vivo!
*Discotecagem da Carcará Sound System entre uma banda e outra!
* Trilha Ecológica
* Mutirão de Limpeza do Sítio do Seu Olegário
* Acampamento do Ocupa São Luís

08/09 Sábado
09/09 Domingo
08:00-09:00
Grupo de Discussão: Vinhais Velho: aspectos históricos, culturais ambientais e a problemática da Via Expressa. (Coordenação: Ocupa São Luís)
Grupo de Discussão: Ativismo Verde (Coordenação: Ocupa São Luís)
09:00 – 10:00

Teatro Infantil: Peça “As menininhas” do grupo Tramando Teatro
Grupo de Discussão: Diversidade Sexual (Coordenação: Ocupa São Luís)
10:00 – 11:00
Grupo de Discussão: Direito à cidade. (Coordenação PAJUP – Programa de Assessoria Jurídica Universitária Popular da UNDB)
Exposição da Fotorreportagem: “Centro Histórico de São Luís em Recorte Fotojornalístico: Fotorreportagem do Patrimônio Cultural Material Arquitetônico” da jornalista Sáride Maíta.
11:00-12:00
Grupo de Discussão: Políticas sobre Drogas. (Coordenação: Ocupa São Luís)
Plenária do Festival Cultural Outros 400
12:00 – 14:00
Intervalo Almoço
Intervalo Almoço
14:00
Palco Livre Salve Vinhais Velho
Estrutura de Rua – Rap
Palco Livre Salve Vinhais Velho
Eclipse Oculto – Pop/Rock
15:00
Os Carabinas – Rock
Stalingrado – Rock Alternativo
16:00
Banda Histeriah – Rock/Metal
Heriverton Nunes - Samba
17:00
Rodão com diversos grupos de Capoeira (comando do grupo de capoeira da UFMA mestre Whashington)
Apresentação Tetral: Peça “Espelho de Vênus” grupo NAFEN
18:00
Rodão com diversos grupos de Capoeira
Apresentação: Cacuriá
19:00
Banda DLMC – Rap
Apresentação: Tambor de Crioula
20:00
Banda Megazines - Rock/Alternativo
Quilombo Urbano – Rap
21:00
Banda Corppus S.A – Rock/Rap
Beto Nhogue e os Canelas Pretas – Rock/Regional/Eletrônico
22:00
Rosa Reis – Música Maranhense
César Teixeira – Música Maranhense

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Grito dos Excluídos em São Luís: Queremos Outros 400!!!

Grito dos excluídos

Queremos outros quatrocentos!

A cidade de São Luís não vive um bom momento! Ela está completando 400 anos, numa situação de calamidade pública. Os problemas são muito e são graves.

Eles são causados pelo profundo atraso político do nosso Estado e pelas péssimas administrações de Roseana Sarney e João Castelo, isto é, do Governo do Estado e da Prefeitura da nossa cidade. Hoje, diante do caos que nos cerca, as festas oficiais - caras e eleitoreiras - soam como um desrespeito a todos nós, a grande maioria da população.

Começamos pela água! Hoje, não tem água suficiente para atender a todas as nossas famílias. Água potável é sinônimo de saúde! Sua ausência coloca em risco a vida de inúmeras pessoas, principalmente crianças. Houve um retrocesso em São Luís! Atualmente, por conta da indescritível irresponsabilidade do poder público, mais de 70% dos lares da cidade, estão com problema de abastecimento. Estão sem água nas torneiras! E o governo, simplesmente, não aponta para uma solução de curto e médio prazo. E a prefeitura, que tem a obrigação de cobrar, não exige uma solução!

Em pleno século XXI, estamos à mercê das chuvas e dos carros pipa.

Esgoto tratado também não tem! Por conta disso, toda a população da ilha, hoje, não pode tomar um simples banho de mar, sem correr o risco de contrair sérias doenças. Em se tratando de São Luís, a sujeira jogada no mar (toneladas de fezes), causa também prejuízo a centenas e centenas de trabalhadores que ganham a vida nas praias, em torno da orla marítima, como é o caso de pescadores, garçons, cozinheiras, vendedores ambulantes, entre outros.

Andar em São Luís, hoje, também é um problema! A insegurança aumentou muito! Muito, mesmo! Parte da nossa juventude está entregue as drogas e violência!

Cadê a educação pública? Ela existe? Só como farsa! Centenas de crianças estão fora da escola! E nem o governo, nem a prefeitura, respeitam o ano letivo. E quando tem aula, as condições para alunos e professores são as piores possíveis. Os prédios são muito mal tratados (alguns fechados), onde faltam até cadeiras para os alunos.

Tudo isso, somado a falta de direção, estimula um pacto de mediocridade, onde alguns fingem que ensinam e o outros simulam que estão aprendendo.

O transporte público é imoral, os ônibus são velhos e insuficientes. O trânsito, a cada dia, fica mais caótico. Todos os dias ocorrem, em média, três acidentes em São Luís! As maiores vítimas são pedestres, ciclistas e motoqueiros. O asfalto - quando tem - é uma safadeza, sempre colocado as pressas, antes da chuva e das eleições.

Pagamos uma das passagens mais caras do Brasil! Para onde vai este dinheiro?

Outra questão insuportável é a saúde! Os privilegiados utilizam hospitais privados - muito caros e muito ruins - enquanto a maioria depende de hospitais públicos, onde os poucos que funcionam, mais parecem uma praça de guerra, onde, em situações mais graves, ninguém sabe quem terá a sorte de sair vivo.

Para piorar a situação, o nosso presente de aniversário é uma fábrica de morte! Trata-se da termelétrica a carvão, que está sendo tristemente inaugurada este ano, na área Itaqui-Bacanga. Que bicho é este? Minha gente, ao invés de velas e parabéns, nós teremos chaminés! Poluição!

O carvão provoca câncer! Se não houver fiscalização, estamos fritos!

Na verdade, a questão ambiental em São Luís é uma tragédia. Progresso aqui é sinônimo de devastação! Os casos da Vila Cristalina, do Vinhais Velhos, do Taim, da Vila Maranhão e do Rangedor, são exemplos típicos da estupidez e da insensibilidade que impera em nossa elite política e econômica.

A moradia é outro problema seríssimo! São Luís chega aos seus 400 anos, devastada pela especulação imobiliária, apoiada por governo e prefeitura. Desesperados pelo lucro imediato, as construtoras fazem um condomínio em cima do outro, sem qualquer planejamento urbano, enquanto os pobres, por conta desses mesmos empreendimentos, são despejados de suas comunidade, tendo que recorrer a sucessivas ocupações e/ou palafitas. E assim São Luís vai inchando! Muito longe de um desenvolvimento sustentável.

Descaso, negligência, corrupção, estupidez! São algumas palavras que definem e explicam as causas de todo este flagelo! Problemas como estes, agravam as mazelas de toda uma população (a maioria) marcada por uma histórica desigualdade social, vivendo em condições de pobreza, em situação de vulnerabilidade social, sem acesso as suas necessidades básicas, sem vestuário adequado, sem trabalho, sem renda, sem emprego, sem alimentação, sem acesso a determinados bens culturais, sem justiça.

Para muitos - principalmente mulheres de famílias pobres - a opção de renda mais fácil nestes 400 anos é carregar bandeira de candidato rico e ladrão! É uma prostituição que machuca menos!

Por tudo isso, por toda esta exclusão, por todo este descaso que nos cerca e nos oprime, é que, no ano do nosso quarto centenário, estamos promovendo o grito dos excluídos.

Queremos outros quatrocentos!!!!!

Por uma São Luís sem exclusão!!!!!!

Dia 07 de Setembro
Concentração às 07:00 da manhã no Largo de São Pedro, Madre Deus.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

VLT de CAOSTELO: VAMOS LUDIBRIAR TODOS

 Gilberto Lima

A obra vai parar na próxima semana com somente 900 metros de trilhos implantados.

Não tenho dúvidas que os marqueteiros de João Castelo estão apostando tudo no tal VLT para alavancar a candidatura do tucano, afinal ele está estacionado nos 30% e, se não melhorar, vai comer o pão que o diabo amassou no segundo turno. Essa é mais uma obra eleitoreira, sem projeto e sem licitação.

Fiz uma visita à obra, na manhã desta quinta-feira (30), à procura de vestígios de legalidade na empreitada. Percorri todo o trecho construído e não encontrei uma placa com os dados da obra que está sendo tocada pela Serveng Engenharia. Só isso, por si só, já seria o suficiente para determinar o embargo da obra. Pergunto: cadê a licitação? Como a Serveng foi contratada para fazer essa obra? Onde está o projeto? Qual o custo e de onde virão os recursos?

Aproveitei para conversar com um dos encarregados e procurei saber sobre o projeto do VLT. Ele, sem se identificar, disse que a única coisa que está sabendo é que o VLT vai até o São Cristóvão, mas que os serviços vão parar agora nos 900 metros porque será necessário construir uma ponte sobre o canal localizado após o Mercado do Peixe. Ou seja, na próxima semana, a obra vai parar e acredito que é só isso que vai ter até a eleição: 900 metros de trilhos e nada mais!

É uma obra - pela complexidade - que ficará pronta em menos de dois anos, levando em conta o trajeto que vai ser feito até o bairro do São Cristóvão. Saindo do aterro do Bacanga, por onde seguirão esses trilhos? À margem da Av. dos Africanos, sobre o mangue? Não acredito, pois muitos estabelecimentos comerciais deveriam ser indenizados. Seguirão pelo canteiro central, deslocando-se os postes da rede de iluminação? É possível, mas não é coisa simples!!! Enfim, para mim, é uma obra sem pé nem cabeça! É coisa da cabeça de um prefeito megalomaníaco e desesperado que acha que todo mundo é otário para acreditar nessas obras eleitoreiras.

Um projeto dessa magnitude deveria ter sido discutido com o conjunto da sociedade civil organizada e com técnicos especializados em mobilidade urbana. Se assim não procedeu, a Prefeitura age de forma autoritária e sem nenhuma transparência. Na verdade, transparência não é coisa das administrações de João Castelo. Ele é o cara! Ele pode tudo! Não deve satisfações de seus atos, enquanto gestor público, a ninguém. Antes que eu esqueça: por anda o Ministério Público, o promotor da probidade administrativa, que não se mexe para fiscalizar os desmandos do Castelo?

Sinceramente, espero que a população de São Luís, que sente na pele o descaso dessa administração caótica, não caia nesse verdadeiro conto do vigário. Eu até diria que o significado de VLT seja Vamos Ludibriar Tolos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

LIMINAR DO PRESIDENTE DO TJMA NÃO SUSPENDE PARALISAÇÃO DA VIA EXPRESSA



A liminar que o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, Desembargador Guerreiro Junior, concedeu ao governo estadual não suspende a paralisação das obras da Via Expressa nos trecho Vinhais Velho e Ipase. A liminar do Desembargador suspende apenas a decisão do juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São Luís, que representa uma das várias outras liminares de proibições judiciais de continuidade do empreendimento.

Continua em vigor a decisão do Desembargador Marcelo Carvalho suspendendo a obra na Vila de quarto séculos. A liminar do Desembargador Marcelo só pode ser suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, a pesar de o Estado do Maranhão ter recorrido a esta instância judicial, o STJ ainda não se pronunciou sobre o caso. Convém esclarecer que o Desembargador Marcelo Carvalho acertadamente acolheu o recurso do Promotor de Meio-Ambiente, Ferna
ndo Barreto, as inúmeras irregularidades, com destaques aos danos ambientais.

A Via Expressa também está suspensa por conta um acordo celebrado pelo juiz da 8ª Vara Federal, Ricardo Macieira, entre o Governo do Maranhão, o Instituto de Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (IPHAN) e o Ministério Público Federal. Por este acordo a Via Expressa só será retomada após o Estado cumprir suas obrigações em relação ao patrimônio arqueológico.

Convém informar que as matérias relativas ao patrimônio arqueológico são de competência exclusiva da Justiça Federal, não tendo o Presidente do TJMA competência para tratar sobre a matéria.

A comunidade de Vinhais Velho continuará sua luta para romper a teimosia da Governadora Roseana Sarney e convencê-la de que a mudança do traçado para o final da Vila irá preservar o patrimônio cultural do Brasil e compatibiliza o empreendimento.

Desde a última sexta-feira(10), entidades estão colhendo assinaturas na Praça Teodoro colhendo assinaturas em favor da preservação da Vila que concentra centenas de achados históricos.
Hoje à noite a Cáritas Brasileira estará promovendo um show no centro da Vinhais Velho, com a artista Rosa Reis, dando início aos festejos dos 400 anos da Vila.

Comitê em favor da Vila Vinhais Velho

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Por moradia digna ao povo Maranhense: Abaixo o Governo de Roseana Sarney!



 Por Denes Wenen, professor do ensino básico em São Luís.




Dados oficiais indicam que mais de 500 mil famílias maranhenses não possuem moradia adequada, configurando o Estado do Maranhão como o maior déficit habitacional do Brasil. A situação no campo é tão ruim quanto nas cidades. Apesar da metade da população maranhense viver em áreas rurais, quase 50% não tem o acesso a terra, mesmo com a extensão das áreas devolutas ou da União. Além disso, a maioria dos posseiros não tem documentação, enquanto empresas e latifundiários, junto ao Estado, vem tomando terras e expulsando essas famílias. Nesse ínterim, os mega-projetos dos governos estaduais e federal (PAC, obras da COPA) cumprem um papel essencial na destruição das já precárias condições de vida dos moradores mais pobres em todo o país.





Com investimentos de mais de R$ 100 milhões, a Via Expressa é uma das obras construídas para marcar a celebração dos 400 anos de São Luís e, segundo propagandas do Governo, beneficiará 300 mil habitantes em diversos bairros de São Luís. O projeto prevê a ligação da Avenida Colares Moreira – passando pela Carlos Cunha – à Daniel de La Touche, na altura do Ipase. A nova avenida terá cerca de 9 km de extensão, passando por mais de 20 bairros. Mas a emissora do grupo Sarney não diz que a avenida que foi estadualizada (transformada em MA) para interligar dois shopping centers na capital maranhense terá, segundo a mídia oficial, apenas um terço entregue durante as festividades. Também não diz que o Vinhais Velho, bairro mais antigo de São Luís, possui grande riqueza de manguezais, sítios arqueológicos, a igreja mais antiga da missão Jesuítica e está ameaçado pelo "progresso e desenvolvimento" que está passando por cima da comunidade com a construção deste megaprojeto. A Via também atingiria uma extensa área verde e de mananciais do Sítio Santa Eulália e bairros como Maranhão Novo, Vila Palmeira, Anil, Cohama e Cohafuma. Nada disso fala o garoto-propaganda do Governo do Estado.





Segundo a Lei Federal 3924/61, qualquer ato que importe na destruição ou mutilação dos monumentos históricos será considerado crime contra o Patrimônio Nacional e, como tal, punível de acordo com o disposto nas leis penais. Vinhais Velho é um sítio arqueológico, ocupado por remanescentes dos índios Uçaguaba, dos Tupimambás – com grande importância histórica, sendo, portanto, patrimônio cultural brasileiro nos termos dos artigos 20 e 216 da Constituição brasileira. Assim deveriam ficam preservados: a Igreja de São João Batista; o Cemitério, de 1690; o Porto de Embarque e Desembarque, construído em 1960; a Escola Municipal Oliveira Roma, da década de 1970; as fontes naturais, reservas naturais de mangues, juçaras, ipês e outros.





A intenção primeira do Governo Roseana Sarney era destruir toda a Vila. Devido a isso, a comunidade Vinhais Velho organizou um “abraço” simbólico de mais de 200 pessoas, representantes de várias entidades que se juntaram à luta contra a passagem da Via Expressa no local. Dias depois, moradores, como parte das atividades da resistência, construíram barricadas e faixas de protestos para dias mais tarde, a PMMA intervir. A violência perpetrada pelos órgãos de repressão do Estado foi tamanha que eles não pouparam Deputados Federais que estavam presente no dia da retirada das barricadas. "Torceram o meu braço, chutaram minha canela, amassaram o meu carro, me agrediram com gás lacrimogêneo, bala de borracha, produtos químicos, empurrões, me imobilizaram e ainda extraviaram o meu carro, cujo paradeiro desconheço. Policias do CHOQUE, helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA), GUARDA NACIONAL, todos armados atirando na multidão onde estavam presentes crianças e idosos". Adicionado a isso, o governo sofreu derrotas na Justiça por conta das denúncias na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização dos Estados Americanos (OEA).





A especulação imobiliária é subsidiária dessa política destruidora de lares. Do lado da área a ser construída a VIA EXPRESSA há um terreno enorme pertencente, adivinhem, a Edson Lobão Filho. Uma das coisas mais revoltantes é que a indenização que está sendo oferecida para as famílias é de apenas R$ 29.000,00 (Vinte e Nove Mil Reais), segundo informações passadas pelas próprias pessoas da comunidade.





Foram ou estão em processo de despejo mais de 30 comunidades só na Ilha de São Luís para dar lugar a apartamentos, shoppings, resorts. Entre maio de 2007 e setembro de 2008, cerca de 11 despejos em massa foram realizados nos municípios de São Luís, São José de Ribamar e Paço de Lumiar. Segundo os dados apresentados no documento no período de um ano mais de 2.322 famílias foram atingidas, ou seja, mais de nove mil pessoas, se levar em consideração a estrutura básica familiar de quatro pessoas. A comunidade Novo Angelim, próximo à Avenida Jerônimo de Albuquerque foi alvejada por jagunços, a Suzano destrói a comunidade Cajueiro no Itaqui Bacanga para construir seu pier.





Um governo que cheira a sangue da ditadura, que ameaça de morte os lutadores sociais como foi o caso do senhor Cesar do Vale que recebeu uma ameaça não pode apenas ser alvo de denúncias e exigências. Vale deu um depoimento na TV afirmando que as obras do PAC do Rio Anil foram realmente paralisadas por Roseana Sarney logo depois que ela assumiu o governo do Maranhão em Abril de 2009. Vale recebeu um telefonema onde uma voz masculina que ele não conhecia, perguntou se Vale tinha dado uma entrevista para o pessoal de Jackson. Quando Vale afirmou que tinha concedido a entrevista, a voz desconhecida perguntou: “você lembra-se do Gerô?”. Vale respondeu que lembrava e a voz desconhecida finalizou; “cuidado, você pode ter o mesmo fim dele”, e desligou. Gerô era um poeta popular negro que escrevia literatura de cordel e se apresentava nas ruas de São Luís com um violão e cantando músicas de protesto contra as injustiças sociais, a dominação sarneysista no Maranhão e a discriminação racial. Foi espancado e morto por policiais militares em circunstâncias misteriosas.





Conclamos à sociedade maranhense assinar este abaixo-assinado e a se mobilizar para impor uma grande derrota à Oligarquia Sarney!

Não mais violência aos mais pobres do campo e da cidade!

Por um programa de moradias!

POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES DO CAMPO E DA CIDADE!