segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Assembleia Popular discute regularização fundiária no Itaqui Bacanga
Uma das principais problemáticas da Área itaqui Bacanga é a titularizacao de posse dos terrenos dos moradores... Mas também não é apenas o título que queremos.. E foi essa a principal questão levantada na Assembléia Popular. Que foi realizada no dia 17/08/13 na praça do Viva do Anjo da guarda. Com a presença da comunidade e de vários movimentos sociais, vários temas dentro da questão da regularização fundiária foram levantados.
Mas o que é Regularização fundiária.. Vamos entender um pouco :)
Regularização Fundiária é um processo de intervenção governamental, nos aspectos urbanístico, ambiental e fundiário, com o objetivo de ordenar e legalizar a ocupação de áreas urbanas consolidadas, garantindo melhorias na qualidade de vida e fazendo com que a cidade cumpra a sua função social.
Segundo Betânia Alfonsin[1]: “É um processo de intervenção pública, sob os aspectos jurídico, físico e social, que objetiva legalizar a permanência de populações moradoras de áreas urbanas ocupadas irregularmente para fins de habitação, implicando acessoriamente melhorias no ambiente urbano do assentamento, no resgate da cidadania e da qualidade de vida da população beneficiária.”
Uma área com mais de 250mil habitantes... Mais de 58 bairros... E ainda não temos os títulos de posse de nossas terras. E isso é de extrema importância, para termos as assinaturas, podermos vender e comprar terras... E vai muito além disso... Uma área sem qualquer olhar mais político benéfico... E a cada dia que passa nossa cresce sem qualquer ajuda dos governos, ... É preciso que está pequena cidade dentro da capital se torne auto-suficiente sustentável. Para mostrar que não precisamos de esmolas e nem piedade...
Afinal de contas, é daqui que sai grande parte do PIB do estado... Do estado...
Espero que a população conquiste o que é seu por direito.
(texto extraído do blog http://centralitaqui.blogspot.com.br/2013/08/assembleia-popular-regularizacao.html)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Nota do coletivo de ocupação de câmara sobre simulacro de sessão ocorrida ontem
Coletivo
de ocupação da Câmara Municipal de São Luís
Carta
aberta à opinião pública

Uma das
primeiras e graves violências cometida contra nós foi o pedido de
reintegração de posse feito pela direção da Câmara, quando ainda
estávamos na ocupação. Ao invés de seguir com o diálogo, os
vereadores queriam colocar a Policia Militar para nos expulsar. Mas,
o juiz Carlos Henrique Rodrigues Veloso, da 2ª Vara da Fazenda
Pública, deu uma sentença onde afirmou o seguinte: “...o
movimento é político, de pressão social do legítimo patrão dos
políticos: a população e a sociedade, as quais, por força da
Constituição Federal, têm legítimos direitos de manifestação e
exigência de compromisso social, de ética, moralidade e probidade,
de respeito e eficiência, de publicidade e prestação de contas,
dentre outros, o que, infelizmente, a população não está
conseguindo vislumbrar na classe política...”
E assim
a Câmara foi obrigada a realizar uma sessão especial para nos
ouvir. A pauta indicada por nós foi: Transporte público e
mobilidade urbana, transparência nas contas públicas e
regularização fundiária. Porem, por conta da absoluta truculência
protagonizada pelo comando da Câmara Municipal, a sessão teve que
ser interrompida e o debate em torno dos problemas da capital
maranhense, foi prejudicado, por iniciativa dos próprios vereadores.
Lamentável!
Logo no
início da manhã, deste dia 7 de agosto de 2013, os vereadores
espalharam um boato, de que a sessão estava cancelada. Era a
primeira de uma série de baixarias. Neste mesmo dia 7, algum
desavisado que chegasse a Câmara de Vereadores de São Luís,
poderia imaginar que estava num espaço controlado por bicheiros e
não por parlamentares, tal a quantidade de seguranças à paisana,
que mais pareciam capangas. Somada a esta “milícia”, estava uma
guarda municipal, que na primeira manifestação de protesto ocorrida
- ainda antes da sessão - usou spray de pimenta contra os
manifestantes, informação esta deturpada pelo próprio Presidente
da Câmara, vereador Isaias Pereirinha, que informou à imprensa que
foram “os manifestantes que utilizaram spray de pimenta”.
Ainda
cedo o protesto se deu porque a direção da Câmara ocupou a galeria
com seus seguranças e assessores, impedindo a entrada do público
que estava desde 8h aguardando a liberação do espaço. Isso gerou
muita reclamação, o que atrasou, em cerca de uma hora, a nossa
participação na sessão. Após uma negociação, nós entramos em
número de 11 pessoas até o plenário e foi garantida a entrada de
mais 20 pessoas para a galeria. Ao chegar ao plenário encontramos
vários vereadores nervosos, alguns exaltados e outros até
histéricos. Quando começamos a usar a palavra, fomos interrompidos
em várias ocasiões, demonstrando a falta de respeito dos vereadores
daquela casa com o movimento e com as pauta legítima apresentada.

Desacostumados
a sofrer pressão da sociedade a maioria dos parlamentares se
mostrava cada vez mais nervosa diante de nossas falas. O vereador
Sergio Frota, chamado a se explicar sobre um contrato milionário da
HCG com a prefeitura de São Luís, se portou de maneira
desequilibrada, chamando-nos de baderneiros, arruaceiros, mentirosos
e chegando a ponto de fazer considerações racistas a um militante
do Quilombo Urbano, uma pessoa que nem chegou a usar a tribuna.
Enquanto
o clima ficava tenso no plenário, na galeria, um manifestante
(estudante de mestrado da UFMA), levantava cartazes onde estava
escrito: “eu já sabia”, “aí mente!”, “o coletivo me
representa”, “não tememos ameaças, a verdade nos defende”,
“esse fala bobagens”, “é uma falta de vergonha o teu
despreparo”, “mais perdido do que cego em tiroteio”. Pronto!
Estes singelos cartazes motivaram a ira de alguns vereadores e do
presidente da Câmara, vereador Isaias Pereira, que acionou
estupidamente a segurança para que agissem contra o dono dos
cartazes e suspendeu a sessão posteriormente.
Sendo
assim, por conta da intolerância, da disposição de impedir a
liberdade de expressão e da ação violenta dos seguranças, houve
grande tumulto na galeria. Várias pessoas foram agredidas! Na
confusão, um segurança se aproveitou da situação e segurou,
ostensivamente, o seio de uma manifestante (professora da UEMA), o
que causou ainda mais indignação nos manifestantes.
Em pouco
mais de três horas, a Câmara de Vereadores de São Luís, através
de alguns seus diferentes integrantes, protagonizou atos de racismo,
violência contra mulher, truculência, autoritarismo, censura a
liberdade de expressão, intolerância as críticas e ao debate
honesto e franco. Diante do desarranjo provocado por eles mesmos,
alguns vereadores perguntavam: “cadê as lideranças que não
conseguem conter as pessoas”. Não existem lideranças,
vereadores! O que existe é uma justificável indignação coletiva!
O que
vimos ontem na Câmara de Vereadores de São Luís é um reflexo da
política maranhense, marcada por uma estrutura oligárquica, que se
mantém no poder através do patrimonialismo e do brutal abuso de
poder político e econômico. Por uma feliz coincidência, esta
sessão na Câmara, com a nossa participação, ocorreu no mesmo dia
em que o Procurador Geral da República deu parecer favorável a
cassação do mandando da governadora do Maranhão, Roseana Sarney,
exatamente por abuso de poder político e econômico. São práticas
como estas, usada por inúmeros detentores de mandato em nosso
estado, que expõe a crise de representatividade que hoje assola o
Brasil. É a mesma crise que tem levado milhões de pessoas a ruas do
nosso país.
Por fim,
lamentamos a postura subserviente de amplos setores da imprensa
conservadora do Maranhão, que com sua tradição de servir ao poder
político e econômico, reproduziu o discurso mentiroso propagado
pela Câmara. Diante de tudo isso, aqui da ilha de São Luís, a
nossa decisão está tomada. Vamos, a partir de assembleias
populares, denunciar e pressionar o poder público no Maranhão.
Temos pautas a exigir e a violência institucionalizada não vai nos
intimidar!
São
Luís, 08 de agosto de 2013
Coletivo
de Ocupação da Câmara de São Luís
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