segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mais notas sobre o público e o privado: Estagnação econômica e generalização da degradação visual.



Esta é a praça Deodoro no Centro de São Luís. Tal qual nos arredores da Escola Arnaldo Ferreira,no bairro da Cohab, observamos evidências da degradação do espaço público, bem como a inabilidade por parte do poder responsável em zelar por um espaço de vital importância para a cidade. O problema é similar ao exposto por este blog em relação à escola Arnaldo Ferreira: A degradação das vias de pedestres nas imediações de ponto de ônibus pondo em risco o trânsito de pedestres. O que é mais grave é que isso ocorra bem no espaço de maior movimento e intensa atividade comercial da cidade: a Praça Deodoro.




Mas os sinais de degradação não se fazem presentes, infelizmente, apenas nas imediações da praça Deodoro. Andando um pouco mais chega-se à praça João Lisboa e à Avenida Magalhães de Almeida. E aí o cenário fica mais aterrador. E o problema é mais complexo do que na Deodoro, pois é reflexo da estagnação econômica que vive grande parte do centro da cidade.




O que vemos aqui são prédios em estado de abandono e total degradação visual. E Pasmem: Esses prédios fazem parte da área reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade pelas características arquitetônicas. Na verdade encontram-se a poucos metros da área que foi ‘recuperada’.

Enquanto a cidade se entope de veículos e, assistimos ao poder público nada fazer para fazer a cidade suportar a ânsia de seus cidadãos por este sonho de consumo, a estagnação e a decadência se expressam exuberantes ao longo da Av. Magalhães de Almeida. Está lá pra todo mundo ver: turistas, cidadãos, políticos, universitários e etc. Mas nada parece chamar atenção desses que preferem experimentar o prazer lúdico e estético de um passeio pela Praia Grande, e vivenciam a cultura local transformando-se em turistas de sua própria cultura.




Essa é mais uma expressão dos espaços duais que a cidade está produzindo. O que é inquietante é a letargia dos ludoviscenses em relação aos espaços públicos, não só por serem públicos mas por que são esteticamente bizarros mesmo, e o gozo e deleite estético com as zonas da moda. Enquanto a agonia econômica reserva a espaços da cidade a condição de lixão urbano, a agonia moral entorpece a mente dos cidadãos daquela que já foi considerada Atenas Brasileira.

2 comentários:

joaquim f. disse...

hum, sabia que temos o mesmo olhar?

Perfil disse...

Ricardo Santos:

Ei companheiro Bruno, acabei de colocar essa matéria no meu blog!